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Conheça os 4 representantes do Toronto Maple Leafs no Monte Puckmore!

quarta-feira, 01 setembro 2010 Deixe um comentário Go to comments

Monte Puckmore é uma criação do blog do Yahoo, Puck Daddy’s, para que cada time da NHL pudesse escolher os 4 representantes de suas equipes ( jogadores, técnicos, gerentes gerais, donos de equipes, etc), em toda a história, que pudessem fazer parte do retrato, uma paródia do Monte Rushmore, onde estão 4 presidentes dos Estados Unidos da América (George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln).

O Monte Puckmore do Toronto Maple Leafs foi escolhido com a ajuda do blog Pension Plan Puppets.


Conforme o texto publicado no Puck Daddy’s pela Pension Plan Puppets:

Escolher somente quatro nomes nos 93 anos de história dos Leafs é um exercício complicadíssimo.

Os Leafs pós 1967 incluem jogadores como Darryl Sittler. O apelido de Darryl, dado a Sidney Crosby, vem do fato de que, quando jogando ainda na categoria júnior, a estrela dos Penguins marcou oito pontos em um jogo. Darryl Sittler marcou seis gols e quatro assistências durante um jogo da NHL e entrou para o livro de recordes da franquia.

Wendel Clark personifica tudo o que o Toronto Maple Leafs é, e sempre foi: uma equipe com um jogo físico, com jogadores batalhadores (com muita raça), contrastando com os habilidosos jogadores da equipe do Montreal Canadiens. Wendel Clark literalmente deu 110% de si até seu corpo não suportar mais e qualquer pessoa que já torceu pelos Leafs sabe de sua atuação heróica em 1993, nas finais da conferência oeste, quando ele carregou os Leafs nas costas e tentou sobrepujar Kerry Fraser e Wayne Gretzky com muita vontade, raça e um poder de chute mortal.

E o que falar de Doug Gilmour, que foi o principal jogador dos Leafs em duas finais de conferência? Ele marcou 35 pontos em 21 jogos nos playoffs de 1993, depois de ter saído de Calgary. Depois da saída de Wendel Clark, Gilmour passou a ser o capitão em Toronto.

Também não é nada fácil escolher jogadores anteriores a 1967. Dave Keon ergueu quatro Copas em Toronto e é o único jogador dos Leafs a ter seu nome no troféu Conn Smythe: dado ao melhor jogador nos playoffs.

Quem pode se esquecer de Bill Barilko? Ele ganhou quatro Copas Stanley em suas cinco temporadas e, no seu último jogo, marcou na prorrogação para ganhar a Stanley Cup de 1951. Menos de meio ano depois ele desapareceu. Seu corpo não foi encontrado durante 11 anos, período no qual os Leafs permaneceram sem ganhar a Copa Stanley. O período sem conquistar o campeonato terminou somente em 1962, depois que o corpo de Barilko foi encontrado, e os Leafs então venceram 3 Copas Stanley seguidas.

Muitos outros representantes poderiam ser citados. Deixar de fora Hap Day, Charlie Conacher, Bill Barilko, Doug Gilmour, Dave Keon, Wendel Clark, Darryl Sittler, Syl Apps, Turk Broda, Johnny Bower e todos os grandes ídolos da história dos Leafs é deixar de lado uma longa lista de lendas deste esporte.

Estas são as quatro escolhas para o Monte Puckmore. O 4 representantes que podem ser considerados mais do que lendas.

Mats Sundin, C


Sundin nunca teve a reputação de ser alguém muito “falante”, mas no gelo ele certamente comandava o time. Seu gol de número 500 foi marcado na prorrogação, num hat trick (3 gols na mesma partida), contra Miikka Kiprusoff, em desvantagem numérica. Sundin é o líder dos Leafs em gols e assistências por um atacante, assim como em pontos marcados. Ele divide a liderança da liga em gols marcados na prorrogação, empatado com Jaromir Jagr, Sergei Fedorov e Patrik Elias. Ele foi o primeiro jogador europeu treinado na europa a ser escolhido em primeiro no draft e é o único jogador sueco a marcar mais de 500 gols em sua carreira.

Alguns fãs nunca aceitaram Sundin. Sua postura tranquila fora do gelo e a falta de atitude para entrar em brigas não combina com uma base de fãs que viram Wendel Clark deixar os Leafs. Esta atitude não foi justa para com Mats Sundin, que não trocava socos, mas lutava com toda sua vontade de vencer os jogos. Ele conseguia vencer defensores musculosos, em jogadas atrás do gol adversário, saindo impune das investidas deles.

Sundin foi injustamente crucificado pela torcida dos Leafs, que não valorizou sua dedicação ao clube, dentro e fora do gelo. Ele jogou lesão após lesão e após o período de disputa salarial entre os clubes e os jogadores, foi a única estrela remanescente em Toronto. Ele jogou muitos minutos contra os melhores das outras equipes, jogo após jogo, e carregou os Leafs nas costas por várias temporadas seguidas.

Nós, os torcedores dos Leafs, seremos muito sortudos se viermos a ver um jogador defendendo os Leafs que tenha pelo menos metade das qualidades de Sundin, pelo resto de nossas vidas.

Borje Salming, D

Borje Salming é a razão de haver jogadores europeus na NHL atualmente. Ele veio à NHL e tinha disposição para brigar com qualquer um. Um comentário sobre Salming feito por Bobby Clarke, jogador dos Flyers, dizia que: “Ele era durão, e sabia usar seu stick também.”

Salming acabou com a crença de que jogadores europeus eram muito delicados para jogar na NHL. Os Maple Leafs foram espertos e enviaram Salming para conversar com Jonas Gustavsson, antes da assinatura do contrato, porque eles sabiam que Salming o convenceria a jogar em Toronto.

Um dos momentos mais memoráveis de Borje Salming foi sua reação a um comentário do técnico dos Leafs, Red Kelly, uma pessoa muito mística. Kelly tinha instalado pirâmides embaixo do banco dos Leafs para atrair boas energias e alguém perguntou a Salming o que ele pensava à respeito disso. “Eu não acredito em pirâmides, “ele disse. E então ele bateu no peito. “Eu acredito em mim”.

Eu sou muito jovem para ter visto Salming jogar, mas ele é um herói para Mats Sundin e um ídolo para Jonas Gustavsson. Niklas Lidstrom considera Borje Salming sua inspiração em sua infância. Uma NHL sem a influência de Borje Salming é uma NHL sem os irmãos Sedin, Henrik Zetterberg, Daniel Alfredsson entre outros. Borje provou que podia jogar na melhor liga do mundo e abriu as portas que mudaram a NHL.

Teeder Kennedy, C

Ted “Teeder” Kennedy cresceu como torcedor dos Maple Leafs e tragicamente foi quase um jogador do Montreal Canadiens. O furto de Kennedy dos Canadiens começou com a hostilidade de sua chegada a Montreal. Como suas esperanças de uma carreira na NHL estavam diminuindo, o lendário executivo da NHL, Frank J. Selke entrou em ação e o contratou. O problema é que a troca foi feita enquanto o proprietário e gerente geral Conn Smythe estava servindo na Segunda Guerra Mundial. Enquanto o negócio marcou o início do fim de Selke em Toronto — Smythe sentiu que Selke estava utilizando de sua ausência para vantagem própria — também marcou o início de uma carreira gloriosa que veria Kennedy se tornar o preferido de Conn Smythe.

Em 15 temporadas com os Leafs, a carreira de Kennedy, membro do Hall da Fama, possui registros de 694 jogos, com 231 gols (décimo entre os jogadores dos Leafs), 328 assistências (8º), e 559 pontos (9º). Ele foi o capitão da equipe por 8 temporadas e liderou a equipe durante três de cinco vitórias na Copa Stanley, tornando-se o primeiro jogador na história da NHL com este número de campeonatos. Ele ganhou o último troféu Hart Trophy dos Leafs, em 1955 e recebeu um reconhecimento criado especialmente pela equipe, o troféu J.P. Bickell, devido à frustração de Conn Smythe com a falta de reconhecimento para seus talentos.

Kennedy tem sido descrito como um jogador essencial do time, tenaz e completo. Um painel de notícias de Hockey de 2001 concluiu que ele ganharia 3 troféus de MVP nos playoffs, caso este troféu tivesse existido em sua época. Entretanto a mais fiel descrição foi feita por Frank Mahovlich que disse, “Ted Kennedy nunca jogou por outra equipe, e nunca quis jogar, além de ser o capitão dos Leafs em sua melhor era. Ele era chamado de a essência dos Maple Leafs”.

Conn Smythe, proprietário

A questão sobre a inclusão de proprietários, gerentes gerais e técnicos em Montes Puckmore de diversas equipes tem criado sérios debates. De um lado, torcedores dos Leafs são constantemente informados de que eles não ganharão a Copa Stanley, enquanto uma corporação sem identidade com o time, for a proprietária (Maple Leafs Sports & Entertainment), que aparentemente tem medo de fazer quantias obscenas de dinheiro.

Claro que os fãs sabem melhor do que ninguém como é devastador quando uma equipe tem um proprietário fraco, que pode afundar a equipe e a franquia e todos somos conscientes de que ter um proprietário dedicado como Mike Illitch faz a diferença. Então, no nosso Monte Puckmore, estamos adicionando a força de comando por trás do sucesso dos Maple Leafs: Conn Smythe. Não é coincidência que o declínio dos Leafs iniciou-se com Conn passando os direitos dos Leafs para um trio, incluindo seu filho Stafford, e seu sócio Harold Ballard.

O que importa é que sem Conn Smythe não haveria os Maple Leafs … literalmente. Ele manteve a equipe, evitando sua venda para um consórcio que levaria a equipe para Filadélfia. Como o diretor administrativo da equipe, ele criou uma franquia que disputava no mesmo nível dos Montreal Canadiens. Depois de comprar os Toronto St Patrick’s em 1927, ele rapidamente renomeou a equipe para Toronto Maple Leafs (em homenagem à sua unidade na primeira guerra mundial).

Em 1931, suas habilidades de negociação foram decisivas para construir o Maple Leafs Gardens em 5 meses, no meio da Grande Depressão. Seu caráter e crença na formação da equipe “Se não consegue vencê-los nos negócios, não conseguirá vencê-los no gelo” tornou-se a definição para cada período de sucesso da história da franquia. Em sua posição, Brian Burke é alguém à altura de Conn Smythe e com as mesmas habilidades.

Com seu nome em 11 das 13 Copas Stanley ganhas pelos Leafs, é difícil de imaginar argumento para retirá-lo do Monte Puckmore.

(Dica: Acima da foto, podemos ver Wendel Clark abençoando nossas escolhas)

A foto do Monte Puckmore foi criada por B.D. Gallof of Hockey Independent

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