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E vamos à temporada 2020-21! Ou seria apenas 2021?!?
Hoje começa a reduzida temporada 2020-21 para o Toronto Maple Leafs. Já começamos jogando em casa contra o Montreal Canadiens!
Aliás, essa temporada será emblemática! Devido à pandemia de COVID-19, todas as divisões sofreram mudanças e foi criada uma divisão com as sete equipes canadenses. Dessa forma, as equipes do Canadá não necessitarão viajar aos Estados Unidos durante toda a temporada regular, uma vez que existem restrições de viagens e também exigências de períodos de quarentena.
Dessa forma, todas as equipes canadenses de enfrentarão em um total de 56 jogos, classificando os melhores quatro times para os playoffs. Somente enfrentaremos times de outra divisão da conferência Leste na final de conferência, e somente enfrentaremos qualquer equipe da conferência Oeste nas Finais da Stanley Cup!
Essa foi a forma encontrada pela NHL para montar uma temporada regular, reduzindo riscos de contágio da COVID-19 e atendendo requerimentos dos Estados Unidos e Canadá.
Tenho certeza que os torcedores canadenses gostarão de ver suas equipes se enfrentando mais vezes, esquentando ainda mais as rivalidades! Mas também vamos sentir falta de ver alguns confrontos com os Bruins, Sabres e outros adversários de mesma conferência!
Estou ansioso por essa temporada após todas as mudanças na equipe, incluindo a chegada de jogadores veteranos como Jumbo Joe Thornton e Wayne Simmonds, ou a chegada do defensor T. J. Brodie, ou Zach Bogosian, que acabou de ganhar a Stanley Cup com os Bolts, ou ainda Jimmy Vesey, além, é claro, de Auston Matthews, Mitch Marner, William Nylander, John Tavares, Zach Hyman, Morgan Rielly, Jason Spezza, Fred Andersen, Jack Campbell, Travis Dermott, Jake Muzzin, Ilya Mikheyev, Alexander Kerfoot e Nick Robertson!
Será que uma temporada tão diferente pode ser o tão esperado retorno da Stanley Cup para Toronto?
Go Leafs Go
A evolução da folha de Bordo (Maple Leaf)
Os 99 anos cheios de acontecimentos da história dos Toronto Maple Leafs fizeram o logo alcançar um status tão icônico que poucas outras organizações podem se orgulhar de ter. Mas o logo que você vê atualmente sendo usado pelo defensor Morgan Rielly e seus companheiros de equipe passou por diversas evoluções antes de chegar ao que é hoje. Algumas das estórias por trás das diferentes versões do design azul e branco da folha de bordo – (Maple Leaf) – são tão interessantes quanto os jogos onde foram usadas.
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Pode ser chocante para os fans mais jovens, acostumados às campanhas de marketing e votações para escolha de nomes favoritos feitas pelos fãs, mas o nome da equipe de Toronto – fundado em 1917 como Toronto Arenas, para ser renomeado a Toronto St. Patricks apenas dois anos depois – não mudou para Maple Leafs no começo de uma temporada. Na verdade, a decisão de mudar o nome da equipe foi tomada numa viagem de trem feita de Detroit (onde a equipe havia sido derrotada pelos Detroit Cougars) a Toronto em 1927: a lenda da equipe e da história do Hockey, Conn Smythe, que havia recentemente assumido a gerência da franquia, anunciou a mudança de nome – e mais tarde naquele mesmo dia, na Mutual Street Arena, eles jogaram seu primeiro jogo como os Leafs, contra os New York Americans.
Apesar disso, a “Folha” que usaram pelo restante da temporada 1926-27 não era azul e branca. Ao invés disso, era verde – sem dúvida, uma conexão com o período em que foram St. Pats (St. Patrick). Infelizmente não existem fotos que detalhem a forma exata do primeiro logo com a “folha”, mas Smythe deixou muito claro que o nome foi inspirado pelos distintivos em forma de folha de bordo usado pela maioria dos regimentos militares canadenses durante a Primeira Guerra Mundial, e também acredita-se que o time olímpico masculino canadense de hóquei – que se tornou orgulho nacional ao ganhar a medalha de ouro dos jogos de Chamonix, França, com uma folha de bordo na camisa – teve influência na escolha feita por Smythe.
Outro interessante fato sobre o primeiro logo dos Leafs, que o time passou a usar em todos os jogos a partir da temporada 1927-28: dentro da “Folha” (que se tornou azul), havia apenas a palavra “Toronto”. A partir daquele ponto até a reformulação visual do Tampa Bay Lightning em 2011, os Leafs foram os únicos na Liga com dois logos diferentes – uma Folha branca com letras azuis, e vice-versa.
Pelas próximas quatro décadas, o time de Toronto empregou essencialmente o mesmo logo (“Folha de Bordo”) com pequenas alterações: mudou o número de pontos na silhueta externa da folha de 48 em 1927 para 35 em 1938, e adicionaram veios à folha no mesmo ano; e por alguns meses em 1947, as palavras “Toronto Maple Leafs” apareceram em vermelho. Mas a mudança mais radical ao visual do logo foi feita em 1967 – Ano do Centena do Canadá – quando os veios foram removidos e o número de pontos externos da silhueta da folha foi reduzido para 11, o mesmo número de pontos da folha que tem lugar central na nova bandeira nacional canadense rebelada dois anos antes. Esta foi a primeira versão da versão moderna que vemos hoje em dia. Mas um fato engraçado é que a mudança veio num momento glorioso da história dos Leafs, pois a equipe passou a usar este logo na pós-temporada. (Naquela década, os jogadores dos Leafs usaram um uniforme durante toda a temporada regular e então receberam um novo uniforme para os playoffs e usaram este mesmo novo uniforme na próxima temporada. Se você conhece a história dos Leafs, você sabe que os playoffs de 1967 marcaram a ocasião mais recente em que os Leafs venceram a Stanley Cup. Adicionando o fato de que – pelo menos entre os jogadores dos Leafs – havia o sentimento de que a equipe não faria muito sucesso nos playoffs de 1967. Eles sofreram em uma sequência de 10 derrotas na temporada regular e não tinham o favoritismo contra o Chicago Blackhawks na primeira rodada dos playoffs, mas, usando agora o novo uniforme, eles venceram os Blackhawks, ganhando o direito de enfrentar o arquirrival Montreal Canadiens, que vinham às finais da Stanley Cup invictos a 15 jogos e ainda venceram o primeiro jogo das finais, elevando-se a sequência para 16 jogos invictos. Mas Toronto se superou e venceu quatro dos próximos cinco jogos para vencer a Stanley Cup pela 13ª vez – e, considerando que jogadores de hóquei são notoriamente supersticiosos, eles passaram a adorar o novo uniforme.
Entretanto, mudanças significativas no logo ainda estavam por vir, e somente alguns anos depois: em 1970, os cantos da folha foram arredondados, e as letras (font) foram modernizadas para a versão dos dias atuais. Claro que a franquia utilizou versões mais antigas e logos alternativos em ocasiões especiais em anos posteriores, mas o logo principal se manteve por quase 46 anos.
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O logo dos Leafs é uma das partes principais de “The Sweater”, uma brilhante e muito querida estória do celebrado novelista franco-canadense Roch Carrier. Publicada em 1979, ela é baseada numa experiência real que Carrier teve quando criança, quando vivia em Quebec e amava o Montreal Canadiens e o atacante estrela da Liga, Maurice ‘Rocket’ Richard. Carrier comprou a camisa de Maurice Richard por um catálogo, mas recebeu uma camisa dos Leafs. O livro – que vendeu mais de 300,000 cópias e foi adaptado em uma animação de 10 minutos foi nomeado como o melhor do seu gênero pelo British Academy Film Awards – demonstrou perfeitamente o que significa ser um torcedor de hóquei. E apesar da versão original em francês do livro ser traduzida como “An Abominable Maple Leaf On The Ice”, algo como Uma Abominável Folha de Bordo No Gelo, as pessoas naturais de Toronto adoram tanto a estória que, quando Maurice “Rocket” Richard faleceu em maio de 2000, os Leafs disponibilizaram todo um intervalo de uma partida, sem qualquer propaganda ou patrocinadores, e reproduziu a animação “Sweater” no telão do Air Canada Centre em tributo a estrela do time de Montreal.
Qualquer que seja a versão do logo dos Leafs a que nos referimos, uma coisa ainda permanece muito clara: ela se mantém como um ícone para os torcedores tão profundamente hoje, quanto já foi no passado, e isso se reflete de maneira irrefutável no hóquei e na cultura canadense. Uma prova disso é que na festejada era do Maple Leaf Gardens, artistas que se apresentavam recebiam a oferta, e geralmente a aceitavam, de vestir uma camisa dos Leafs durante a apresentação. O guitarrista/vocalista dos Eagles, Glenn Frey foi um dos mais famosos exemplos nos anos 70, e apesar do fato de as mídias sociais atualmente fazerem muitos artistas pensarem duas vezes ao vestir qualquer camisa de time (por poder levar a ira aos fãs de outras equipes), artistas populares, incluindo Taylor Swift, Lorde e Keith Urban já vestiram a camisa dos Leafs em shows, e ganharam ainda mais popularidade por isso.
Mas não se engane – parte do apelo do logo dos Leafs é a devoção de seus fãs. A “Folha de Bordo” azul e branca desfruta de uma popularidade incomum entre atores e comediantes, incluindo Jim Carrey e Mike Myers – ambos que usaram camisas dos Leafs em participações no lendário programa da NBC: Saturday Night Live. Mas Myers e Carrey não estavam buscando popularidade em suas cidades nativas. Ao invés disso, eles são torcedores fervorosos que viveram em Toronto e seguem a equipe não se importando por como a equipe está desempenhando na temporada. Existe uma autenticidade que você não vê em muitas outras franquias, de qualquer esporte.
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É fácil de entender porque o logo dos Leafs tem todo esse significado, tanto na comunidade do hóquei assim como no mundo fora dela. Este logo cresceu e se desenvolveu junto com um jovem país que compartilha do mesmo símbolo, e representa uma cidade que ama seu time e também o esporte (hóquei). Foi assim em quase um século e certamente continuará sendo por muitos séculos à frente.
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Vai ser mais uma camisa pra colocar na minha lista de compras! Hehehehe
22/10/2014 – Toronto Maple Leafs @ Ottawa Senators ( Adiado )
Ainda na “ressaca” da vitória contra os Islanders, os Leafs foram à Ottawa pois teriam pela frente a primeira Batalha de Ontario da temporada.
Infelizmente, próximo às 10 horas da manhã, um atirador identificado como o canadense Michael Zehaf-Bibeau, recém convertido ao islamismo, aturou num soldado desarmado, Nathan Cirillo, que fazia a guarda de um monumento na cidade de Ottawa.
Este monumento ficava a uns 200 metros do hotel onde a equipe dos Leafs estava hospedada e os jogadores conseguiram acompanhar tudo o que se passou depois disso, direto das janelas de seus quartos.
Zehaf-Bibeau, depois de atirar em Nathan Cirillo, correu para dentro o Parlamento Canadense e foi seguido por policiais que agiram muito rápido e, em 30 minutos, houve uma troca de tiros dentro do prédio do Parlamento e o atirador foi morto. Infelizmente o soldado também acabou falecendo após receber o tiro.
Com todo esse clima de insegurança, com a polícia avisando a população para não sair às ruas e procurar não ficar nas janelas ou nos telhados, pois ainda estavam procurando por possíveis outros participantes deste atentado, a NHL analisou a situação e acabou por cancelar a partida entre Leafs e Senators.
O governo canadense continua investigando o incidente, mas já tomou ações que garantiram que Zehaf-Bibeau não repetiria tal infração.
O Toronto Maple Leafs e Ottawa Senators vão se enfrentar em 9 de novembro.
Nossos sentimentos à Nathan Cirillo, sua família, amigos e a todos os canadenses! É nosso desejo de que a paz reine neste mundo onde por fanatismo religioso, político, esportivo, etc, as pessoas estão arrumando motivos para matar o próximo.
Entendendo a rivalidade entre os Leafs e os Habs – post Canadiens Brasil
Pessoal, pela primeira vez vou fazer um post curto, direcionando vocês para o blog de nossos amigos, torcedores do nosso rival, Montreal Canadiens, o Canadiens Brasil.
O Bruno Sader publicou uma matéria sobre a origem da maior rivalidade da NHL, Leafs x Habs.
Parabéns Bruno pela ótima matéria!
Boa leitura para vocês!
GO Leafs GO!
Outra possível origem para o nome Maple Leafs
A origem do nome Maple Leafs pode ter sido um pouco diferente!
One of the things that confronts every Leaf fan at some point in his or her existence is the oddity of the team name. This usually comes in the form of some meathead who offers up a gem like “Hey, shouldn’t it be Leaves? Hur, hur, hur…”
As a result, Leaf fans learn at a young age the rules surrounding the plural form of proper nouns (two Maple Leaf players are Maple Leafs for the same reason that Julia Child and family are the Childs and not the Children – the first place I saw this actually spelled out in detail was in The Language Instinct by Steven Pinker). This is a form of public service, then. If grammar is not fully explained in our schools, we can learn it from our local sports teams.
Spelling aside, the question remains as to why this particular name was chosen. Off the
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