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O vestiário dos Leafs está ganhando uma nova decoração
Já que não temos muitas notícias da NHL, com sua disputa entre a liga e a associação dos jogadores, e na confirmação de um possível lockout a partir de 15 de setembro, trouxe uma matéria escrita por John Liotas.
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English: View of the Bay Street side of the Air Canada Centre, showing the Art Deco facade of the former postal depot and the CN Tower in the background (Photo credit: Wikipedia)
Randy Carlyle ainda não deixou sua marca nos Leafs, mas espera deixar colocando seu toque na decoração do vestiário dos Leafs no Air Canada Centre.
Após substituir Ron Wilson como técnico para os últimos 18 jogos da temporada – muito tarde para evitar o sétimo ano consecutivo fora dos playoffs – Carlyle acredita que uma mudança no quartel general dos Leafs necessita ser feita.
Quando, e se, a temporada 2012-13 começar, Carlyle e alguns especialistas em design de interiores comandarão mudanças cosméticas nas instalações. Sempre um técnico perocupado com seu vestiário e ambientes, Carlyle enxerga uma conexão entre atmosfera e atitude.
“Eu somente achei que o vestiário parecia escuro e cansado em alguns lugares,” disse Carlyle na entrevista por telefone dada na quarta-feira. “Muitas coisas precisam ser atualizadar, como os carpetes, mas também adicionamos alguns murais e fotos. Vai ser um ambiente como um tributo nostálgico ao passado desta equipe, mas também haverá mudanças para melhor atender as necessidades dos jogadores nos dias atuais.”
O vestiário dos Leafs estava praticamente igual desde que o time se mudou do Maple Leaf Gardens em Fevereiro de 1999. Placas homenageando os times dos Leafs desde 1917 foram colocadas ao redor da sala, mas não havia qualquer peça lembrando dos 13 títulos da Stanley Cup e de muitos jogadores presnetes no Hall da Fama. Carlyle jogou no histórico Maple Leafs Gardens sob o comando dos técnicos Red Kelly e Roger Neilson e com certeza sabe o impacto de um ambiente como aquele sobre os jogadores e os fãs.
“Nós convidamos algums designers e falamos muito com as pessoas ligadas à equipe sobre o que eles gostariam de ver,” disse Carlyle. “Mas não quero revelar nada ainda.”
Bob Hunter, vice-presidente executivo para instalações e entretenimento para o Maple Leaf Sports and Entertainment (MLSE), disse que novos teto, iluminação e carpetes são parte da mudança, mas o projeto está ainda a, pelo menos, duas semanas e ser completado.
É esperado que Carlyle inclua algumas frases pessoais de motivação nas paredes dos dois vestiários, lounge dos jogadores, sala médica e escritório dos treinadores.
Algumas mensagens da lista de Carlyle incluem:
“Maintain a positive attitude, expect a lot of yourself and only expect your best.” – Mantenha uma atitude positiva, espere muito de você e somente espere seu melhor.
“Don’t sulk or point fingers, stay positive when things get tough.” – Não acuse ou aponte culpados, mantenha-se positivo quando as coisas estiverem difíceis.
“Every player is a leader in his own way.” – Todo jogador é um líder de sua própria maneira.
“Play with self-disciplined aggression. Control emotions when playing aggressively or you will be controlled by opponents or situations.” – Jogue duro com disciplina. Controle suas emoções quando jogando de forma agressiva ou você será controlado pelo seus oponentes ou situações.
“Avoid making excuses. Admit mistakes, errors, lapses in discipline, accept defeat without excuses. Learn from mistakes, focus on improvements.” – Evite desculpas. Admita enganos, erros, lapsos de disciplina, aceite a derrota sem desculpas. Aprenda com os erros, foque em melhorar.
Fonte: John Liotas
Reimer é enviado de volta aos Marlies
O Toronto Maple Leafs enviou o goleiro novato James Reimer de volta ao Toronto Marlies, afiliado dos Leafs na AHL, mesmo após ter performance excelentes!
Com Jonas Gustavsson como o goleiro backup e o veterano J.S. Giguere pronto para retornar de uma contusão na virilha, os Leafs precisavam mover um de seus goleiros.
E com Kris Versteeg e Fredrik Sjostrom contundidos, e Brown suspenso por 3 jogos pelo seu check na cabeça de Ed Jovanovski dos Coyotes ontem à noite, o clube necessitava de outro atacante, mas não teria espaço para chamar alguém dos Marlies, sem mandar alguém para eles em troca.
No caso de Reimer, não há nem necessidade de passar pelo Waiver (disponibilizá-lo para poder ser contratado por outro time), para ser mandado de volta aos Marlies.
“Como a única maneira de lidarmos com isso, e antecipar a suspensão de Mike Brown, nós tivemos que devolver James Reimer aos Marlies,” disse Ron Wilson à rádio AM 640 de Toronto. “Nós traremos um jogador que vai completar nossas linhas de ataque no sábado à noite. Nós tivemosque fazer algumas mudanças.”
Reimer, 22 anos, teve um recorde de 4 vitórias e 2 derrotas com uma média de gols tomados de 2.27 e um percentual de defesas de .930 enquanto com os Maple Leafs e ele esteve presente na sequência de 4 vitórias antes da derrota para os Coyotes na quinta-feira à noite.
Os Leafs convocaram o atacante Marcel Mueller dos Marlies. Ele tem sete gols e 13 assistências em 29 jogos desta temporada.
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Acho que era uma notícia que todos esperavam, mas que torciam para estarem errados … mas, infelizmente foi realmente o que aconteceu … Reimer está de volta aos Marlies … e amanhã teremos ou Giguere ou Gustavsson no gol dos Leafs,contra os Flames!
Boa sorte Marcel Mueller e, tenha calma Reimer, você jogou muito bem e toda a Nação Leafs está orgulhosa de você!!!
GO Leafs GOOOOO
Performance de Brian Burke e carta aberta de Katie Burke aos media
Caros co-fans dos Leafs:
Já há algum tempo que venho a falar da necessidade de afastar Brian Burke e Ron Wilson. Podem ter feito bom trabalho nos Canucks, na selecção dos Estados Unidos, mas não podemos ficar mais eternidades à espera que o trabalho dê fruto. Ou o quê, dar-lhes mais 5 anos para termos os Leafs nos playoffs???
Eu não tenho essa paciência e gostava de ver MAIS, de preferência antes de me reformar. Se bem que as equipas sejam construídas ao longo dos anos com bons draft picks, há equipas que têm a OBRIGAÇÃO para com os fans de estar sempre na luta. Pura e simplesmente não pode haver conformação… Talvez o que salvasse tudo fosse a NHL funcionar com promoção/relegação e não com o estúpido sistema de franchises (com equipas a perderem jogos no final do ano para terem acesso aos melhores drafts). Aí sim, talvez o descontentamento levasse muito boa gente para o olho da rua!! Era preciso mudar o que não estivesse bem. E não estou a ver os donos dos Leafs (nem a cidade!!!) a conformar-se em competir na NHL “série B”, ou na AHL!!!!!!!!
Isto a propósito, não sei se têm acompanhado, de um debate na imprensa “torontoniana”. Como se sabe, Toronto QUER ter uma equipa ganhadora e não uma equipa de fundo da tabela.
Brian Burke, o “nosso” GM
E na passada 6ª feira um colunista do jornal “The Globe and Mail”, Bruce Dowbiggin, voltou a tocar no assunto sobre se a imprensa está a dar “folga” a Burke, por simpatia, por este ainda ter perdido muito recentemente o seu filho Brendan num acidente de carro no ano passado.
Brendan junto o pai, Brian, com 18 anos, em 2007, a festejar a conquista da Stanley Cup pelo pai, ao serviço dos Anaheim Ducks, contra os Ottawa Senators. Brendan morreria num acidente de automóvel, em 2010 com 21 anos.
Hoje no site dos Leafs surge um link para a resposta da filha mais velha de Burke, em http://www.theglobeandmail.com/sports/hockey/brian-burkes-daughter-responds-to-globe-columnist/article1807193/
Tomando a liberdade, passo a traduzir para português, o teor da mesma (no final da missiva, dou a minha opinião pessoal):
“Como filha mais velha de Brian, gostaria de tomar um momento para clarificar algumas das presunções que têm andado a circular nos media de Toronto:
Primeiro e antes de mais, o meu pai odeia perder. Odeia. Ele odeia perder no Scrabble, ele odeia perder uma aposta e odeia mesmo perder jogos de hóquei.
Ao crescer, a primeira coisa que se dizia a qualquer amigo que fosse ver um jogo de hóquei connosco era que se a equipa perdesse, seria bem melhor nem sequer falar para o meu pai a seguir ao jogo. Posso garantir que não há nada que os media possam escrever ou dizer sobre as performances dos Leafs que o meu pai não tenha ele próprio também pensado, e ninguém é mais crítico ao seu próprio trabalho que o meu pai. Por isso, eu não me tomo de razões com alguém que critique os Leafs na coluna do Deve/Haver de vitórias e derrotas. Faz parte do trabalho, e parte da responsabilidade que o meu pai com tanta vontade assumiu quando se juntou à equipa.
No entanto, tenho de responder à implicação de [Andrew] Krystal que o meu pai “não consegue aguentar a pressão” e ao comentário de Todd Kays de que o mundo não pára quando se experimenta uma tragédia pessoal. A verdade é, se alguém se tivesse dado ao trabalho de falar com alguém que conheça o meu pai, essa pessoa dir-lhe-ía, que neste momento de perda enorme, o hóquei é o refúgio do meu pai. Desde a morte de Brendan, ele não abrandou com as viagens, com a sua agenda, a sua paixão para melhorar a equipa, e o ringue continua a ser, como tem sido durante anos, o seu porto de abrigo.
Este fim de semana é o “Fim de Semana de Pais e Filhos dos Maple Leafs” a somar a ser o fim de semana em que o meu pai completará o seu 1000º jogo como GM. Sugerir que a memória de Brandon não estará no topo dos pensamentos do meu pai durante estas datas marcantes seria tolice. Como um dos comentários online à coluna de Bruce falava, quando se perde um filho, “não passa um dia em que não se sinta dor”. Estou certa de que isso tanto é verdade para Bob Gainey anos mais tarde, como é neste momento para o meu pai, em que só se passaram meses. Dar a volta a uma franchise perdedora é um desafio considerável, um desafio que leva tempo, paciência, e uma disponibilidade para aguentar altos e baixos. Nesse aspecto é semelhante ao luto – um processo longo, não linear com uma incerteza significante e stress considerável. Posso confirmar a todos envolvidos nesta discussão, que a morte do meu irmão teve um profundo impacto no meu pai, mas especular que o seu coração não está envolvido e dedicado ao máximo no jogo, é incorrecto. De facto, as muitas horas que ele passa no Air Canada Centre, a fazer scouting, a falar com colegas GM’s, a delinear estratégias com a sua equipa, são a melhor maneira que ele tem de encarar e seguir em frente.
Muitos jornalistas comentam o vocabulário colorido do meu pai, tipicamente “apimentado” com termos como “pestilência” e “tenacidade”. Posso assegurar-vos, como filha dele, que “perder” e “pena” são duas palavras que não têm lugar no vocabulário do meu pai. Posto isto, é a minha esperança que este debate chegue a um final, e que os especialistas da imprensa, rádio e tv possam deixar de discutir se devem pressionar ou dar folga ao meu pai. Como qualquer férreo veterano do hóquei, ele não precisa que as pessoas lhe facilitem, ele só quer focar-se na equipa e no jogo que ele adora.
Sinceramente,
Katie Burke”
E foi esta a comunicação em resposta de Katie Burke. Eu lembro-me de quando morreu Brendan e não consigo imaginar o sofrimento daquela família e de Brian, que é o que está em causa. Mas Brian é um profissional, e o que está a ser debatido é o lado profissional. Se Brian ficou afectado e não consegue fazer o seu trabalho (obviamente não o está a fazer bem), tem toda a minha simpatia e toda a simpatia da Nação Leaf. Afinal Brian é apenas humano, e sofreu uma perda enorme. MAS então, se as performances dele a nível profissional não satisfazem, não há realmente porque dar “folga” a Burke. Muitos fans dos Leafs perderam familiares. Eu gostava de ter sido futebolista profissional do FC Porto e de grandes equipas europeias, mas nunca tive “jeito” e já não tenho idade. Então é altura de Burke saír (e levar Wilson). Já foi dado demasiado tempo a Burke. Os Leafs não podem continuar a pensar que “para o ano é que vai ser”. Vamos todos chegar a velhos antes de “acontecer” a 14ª Stanley Cup. Eu não era nascido em ’67, e por este andar, não vou ver uma tão cedo. Brian e Katie têm toda a minha simpatia, mas então vamos RESPEITAR Brian e criticá-lo pelo trabalho dele, como ele gostaria. Brian, por favor, se a administração não tem coragem, então veja as evidências e dê lugar a quem “sinta” o espírito Leaf. E de preferência que seja um canadiano, E NASCIDO EM TORONTO.
Saudações a todos. GO LEAFS GO!!!



