Arquivo
A VERGONHA continua: Edmonton Oilers – 5 @ Toronto Maple Leafs 0…
As humilhações continuam a ser uma constante, e não há maneira de fazer com que os responsáveis assumam as culpas.
A Leafs Nation está cada vez mais revoltada, dado haver (pelo menos!!!!) um par de homens (Wilson e Burke) a enriquecerem à custa das esperanças de milhões de torcedores, que só pedem uma coisa: entrar nos playoffs, nem que seja para levar uma “sweep” em 4 jogos, mas pelo menos poder sentir um saborzinho de pós-temporada.
Os Leafs continuam a ser a equipa mais ridicularizada por toda a NHL, e aconteceu o que eu temia e partilhei convosco, caros amigos anteriormente: a ideia de que uns Oilers (uma das equipas em reconstrução e uma das que piores resultados tinham na NHL), mesmo cansados da tour pelo Leste do Canadá e pelo esforço de baterem os Sens em Ottawa e os Canadiens em Montreal, poderiam ganhar em Toronto. O facto dos Oilers estarem cansados e terem ganho aos Habs em OT, tornava-os numa presa “mais fácil” para os descansados Leafs, que apenas teriam de imprimir um ritmo forte e rápido e partir para golear Edmonton. Mas eu temia que não…
E o impensável aconteceu. Isto é, eu temia pela derrota dos Leafs. Agora, que viesse um novo “shut-out” e que fosse por CINCO golos de diferença, isso nem eu. CINCO-ZERO dói muito a qualquer Leaf com amor-próprio. E na condição de fã, tenho o direito de questionar a paixão de Burke, Wilson, Kaberle, Komisarek, Kessel….. (nenhum é canadiano, curioso….).
Não pude ver o jogo. Tive de me limitar a acompanhar o resultado nas aplicações SportMobile e Versus para Blackberry. Na SportMobile estava até a decorrer um blog live, como é habitual nos jogos dos Leafs, especialmente. E o post mais recorrente era “FIRE WILSON!!!!”. Tal como foi cantado no Air Canada Centre, durante e depois do jogo terminar.
Não é que esse “pseudo-grande” treinador, quando confrontado com o resultado final, em vez de assumir as suas responsabilidades e a sua culpa, o que tem a dizer é: “Temos 3 ou 4 jogadores que deviam estar a marcar golos em algumas chances que têm tido, mas não estão a marcar. E quando eles não marcam nessas chances, afecta o resto da equipa.”
Wilson, sei que nunca vais ler isto, mas não há palavras para o que te diria se me dissesses essas palavras à frente. Possivelmente valer-me-ía um processo judicial por ofensas à integridade moral e uso abusivo de palavrões…..
Mas enfim, vamos ao jogo: (http://www.nhl.com/ice/recap.htm?id=2010020366&navid=sb:recap)
Leafs de volta a casa, onde têm a maior parte das suas vitórias, e onde geralmente são MENOS humilhados que fora de casa (não é que não sejam humilhados em casa, como ontem, apenas são MENOS…. bem, normalmente…. desta vez não). A receberem uma equipa de fundo da tabela, longe dos seus melhores anos 80, sem Gretzky 🙂 (com Gretzky e Messier devia ficar 15-0….), e ainda por cima cansada depois de um tour pelo Leste do Canadá, onde bateram com surpresa na condição de visitantes os Sens e os Canadiens, havia razões para optimismo. Uma equipa dos Leafs fraquinha, mas descansada, contra uma equipa com fracos resultados, MUITO CANSADA, depois do esforço sobre-humano do dia anterior ao bater os Habs em Montreal em Overtime….
1º Período: aos 3:10, Jordan Eberle a abrir o placard: 1-0 Oilers (infelizmente, olhei para o visor do Blackberry e nem estranhei…). Os Leafs perdem o puck infantilmente no ataque, os Oilers avançam rapidamente, Eberle pega no puck na zona neutra, segue pela direita, e sempre acompanhado de Kaberle, o “míúdo” de 20 anos, não perde tempo e dispara para o canto superior direito (ombro esquerdo do Monster). Não se percebe muito bem o que faz Kaberle em Toronto, nem porque tem um “A” (não merece) na camisola, mas ficou claro que a função dele neste lance foi ser “acompanhante de Eberle”… vá-se lá saber porquê não fez melhor…
Do outro lado, Sjöstrom tentava surpreender Khabibulin, mas muito previsível… e sem ninguém a fazer o “screen” ao guarda-redes. Sem nada digno de registo, para lá de um par de falhanços de Kessel, terminava o primeiro período.
2º Período: aos 6:24, Taylor Hall (19 anos) a ampliar para 2-0. Os Leafs com mais um turn-over, perdem novamente o puck na zona neutra, Eberle para Hall, Beauchemin a ver, Schenn com lugar de privilegiado a ver o lance (e sem pagar o bilhete), e Hall, a enfiar mais um “bilhete” na baliza do Monster. Wilson, como homem desesperado que é, e pouca capacidade de motivação, responde com a saída do Monster e a entrada do pré-reformado J.S. Giguere. (com a desculpa de em 6 remates dos Oilers, o Monster ter sofrido 2 golos)…
Para terminar o 2º período “em grande” aos 19:57 (a 3 segundos do fim), os Oilers aumentam para 3-0!!! Sam Gagner desta feita. Depois de 2 jovens de 20 e 19 anos, este “veterano” de 21 anos 🙂 , faz o resultado temido. Há um remate dos Oilers de longe, confusão junto à baliza, porque Giguere não segura o puck, Beauchemin a ver, impassível, e Gagner, com vontade e ganas avança e coloca o resultado em 3-0.
O A.C.C. canta em coro “Fire Wilson!!!! Fire Wilson!!!!”.
Mas não seria o fim da humilhação. Haveria mais golos para os Oilers e um shut-out à espera dos Leafs (deve ser o objectivo secreto desta época, bater o record de shut-outs…).
3º Período: Depois de mais de um quarto de hora de “nada”, aos 16:55 (já só faltavam pouco mais de 3 minutos para o fim…), Taylor Hall achou que podia brilhar mais um pouco na capital financeira do Canadá. Bozak falha mais um passe na neutral zone, entrega de bandeja o puck para os Oilers, Horcoff avança pela direita, com o nosso Gunnarsson a acompanhar como podia a jogada (mal, diga-se…), cruza curto para Taylor Hall, que não tem problemas em bater Giguere. 4-0 no placard, Luke Schenn mais uma vez impávido e sereno a presenciar tudo.
Mas o pesadelo ainda não tinha acabado… 36 segundos jogados depois, aos 17:29, Ryan Jones num break-away, a fazer muito melhor do que Kessel costuma fazer e a fechar o resultado num pesado 5-0… Giguere sem “rins” para acompanhar a movimentação de Jones, e estava feito o resultado final.
Neste momento tudo está ainda pior do que poderíamos esperar. Mais de metade da equipa é perfeitamente dispensável, o treinador e o GM também, e concretizam-se todos os receios que surgem. Ainda há semanas escrevi: “que falta faziam agora aparecer os Oilers no ACC, para levantar o moral aos Leafs”. Pois cá têm a resposta. Os Leafs devem ser provavelmente a pior equipa da NHL, são uns autênticos Toronto Make Beliefs, e para os adversários uns Toronto Make-me Laffs. Algo que não seja a demissão imediata daqueles dois senhores é MUITO POUCO. E pensar nas palavras de Ron Wilson no final a fugir às suas responsabilidades, no mínimo, causa voltas no estômago….
Por isso em vez do tradicional “Go Leafs Go!”, vou terminar este report com:
“FIRE WILSON!!!!” “FIRE BURKE!!!” “SHAME ON YOU!!!!” “SACK HALF THE TEAM!!!!!!” (eles só querem é garantir que podem ir jogar golfe logo em Abril, não querem saber dos fans para nada….). Uma NHL com 2 divisões e promoções e despromoções ía indispôr muita gente, mas ía pôr as pessoas no seu lugar. É por isso que os desportos na América do Norte têm abominações como os L.A. Clippers na NBA, ou os Maple Leafs na NHL: são equipas que não ganham, ficam quase sempre em último, mas não há problema: porque no ano seguinte lá estão a competir novamente com as equipas grandes e “maravilha das maravilhas”: ainda têm direito a escolher os melhores jogadores jovens (a não ser que sejam idiotas e troquem as draft-picks de DOIS ANOS CONSECUTIVOS pelo Phil Kessel…..)
5 Candidatos a substituir Ron Wilson
Caros colegas fãs dos Leafs:
As minhas posições acerca de Wilson e Burke são perfeitamente conhecidas, sendo que sou dos que mais pede a saída deles.
Entretanto, esta posição está a alastrar pela Nação Leaf e são inúmeras as queixas e pedidos para que se demitam (e se não os dois, pelo menos Wilson).
Não quis deixar de vos postar este link, em que são analisados 5 possíveis substitutos de Ron Wilson:
http://bleacherreport.com/articles/530266-toronto-maple-leafs-five-candidates-to-replace-ron-wilson
Entretanto vamos ver se é possível aproveitar o cansaço dos Edmonton Oilers (que jogaram ontem e venceram os Habs de forma pouco expectável) e que haja mais uma vitória Leaf, que bem precisamos dela!!!
GO LEAFS GO!!!!!!! (Burke and Wilson please go, but somewhere else, please 🙂 )
Mais rumores… 15 jogadores que podem relançar os Leafs na corrida pelos playoffs
Os Leafs, como equipa com uma base enorme de apoiantes (embora insistindo em desapontá-los todas as semanas), vão reunindo à sua volta uma grande quantidade de notícias, embora algumas sejam mesmo só rumores.
Como todos estamos conscientes, tudo se encaminha para mais um ano sem playoffs e uma ida dos jogadores mais cedo para os greens para praticarem golf…
Entretanto adianto aqui mais algumas opiniões que têm surgido na imprensa e na net:
Dizer que os Toronto Maple Leafs precisam de ajuda antes de tentar fazer uma candidatura legítima aos playoffs não é um choque para ninguém. Já mostram melhorias na defesa e na baliza, o que é um grande passo desde que Toskala fez as malas e saíu de Toronto, mas há ainda muitas questões.
São uma das equipas que menos marca, o seu powerplay é aterrador a maioria das vezes, e até terem um verdadeiro center de créditos firmados, nunca serão perigosos o suficiente para se candidatarem aos playoffs.
No que toca a trocas, Brian Burke não tem muito com que trabalhar para poder mandar embora, pois tem jogadores com contratos elevados, alguns com cláusulas de não-transferência, ou então não são suficientemente bons para alguém os querer e ele dispensar.
Mas há esperança desde os mega-negócios que Burke fez na época passada, quando trouxe Phaneuf, Giguere e Sjostrom; espera-se que Burke não deixe os Leafs caírem demasiado e que negoceie antes de perdermos as hipóteses.
A imprensa adianta 15 nomes que poderiam vir para Toronto esta época para “empurrar” os Leafs até aos playoffs:
Wayne Simmonds (LA Kings) – nascido no Ontario, conhecem-se as preferências clubísticas dele e gostaria de vir a jogar no ACC. É eficiente, trabalhador e duro;
Brandon Dubinsky (NY Rangers) – mais um Center, 24 anos, enérgico, vai ficar free agent, ganha pouco, e se os Rangers conseguirem contratar Brad Richards, vai querer mudar para jogar mais;
Devin Setoguchi (SJ Sharks) – este todos esperamos já desde há umas semanas :))))) ; esta época não lhe está a correr bem nos Sharks e para nós era ideal.
Dustin Penner (Edmonton Oilers) – tem sido acusado de pouca motivação, não se esforçar em cada turno, e discordar do treinador. Por isso encaixaria em cheio em Toronto :). Não é um jogador super-estrela, mas quando joga bem, com o tamanho que tem, é difícil travá-lo. Apesar de ser um RW, daria maior consistência ao ataque dos Leafs para as escaramuças habituais junto ao vidro;
Mike Ribeiro (Dallas Stars) – já aqui falámos dele, e espero que venha para os Leafs.
Brooks Laich (Washington Capitals) – Apesar de estar na equipa que mais marca, é difícil imaginá-lo a vir para a que menos marca, mas vai ser um free agent. Os Capitals têm muitos jogadores que vão ficar free-agents e estão a precisar de defesas. Podem estar receptivos a trocas. É um jogador de mais de 20 golos por ano.
Chad LaRose (Carolina Hurricanes) – Outro futuro free-agent. Não é nada de especial, mas pode “abanar” a corrida aos lugares. E é “barato”.
Tim Connolly (Buffalo Sabres) – Rápido, mas não joga os 82 jogos desde 2001-02, por ser muito propenso a lesões. Seria um risco muito grande para os Leafs, que ainda teriam de pagar 4,5 milhões USD do resto do seu contrato.
Andrew Cogliano (Edmonton Oilers) – fala-se todos os anos de saír dos Oilers e podia dar força à equipa no centro, mas não é muito forte nem marca muitos golos; pouco provável.
Blake Wheeler (Boston Bruins) – é sabido que os Bruins precisam de se “desfazer” de jogadores. Só se aguentam no cap, porque jogadores como Marc Savard estão lesionados e são scratches. A vantagem nisto é que os Leafs nem precisam de dar à troca jogadores valiosos, porque os Bruins querem é libertar cap… E este jogador tem tamanho, técnica e força (que muito precisamos).
Jiri Hudler (Detroit Red Wings) – antigos Red Wings não costumam vingar nos Leafs (ver Lebda…). Começou muito mal a época e precisa de mudar de ares, mas não é ele que vai salvar os Leafs.
Jason Arnott (NJ Devils) – experiente, marcador de golos, mas muito caro para os Devils (que estão com pouco espaço de cap). Os Leafs têm muito cap livre e conseguiriam acomodá-lo….. Com quase 2 metros e mais de 100kgs seria um óptimo Center.
Jussi Jokinen (Carolina Hurricanes) – o finlandês fez 30 golos e 65 pontos na época passada, 7 golos e 11 pontos nos playoffs. É barato em termos salariais e apesar da qualidade, os Hurricanes trocá-lo-íam por um defesa…
Brad Richards (Dallas Stars) – o jogador mais falado em Toronto (seria ele ou Mike Ribeiro). Também vai ser free-agent, mas vai ser difícil de conseguir porque ele tem uma cláusula de não-transferência e os Stars estão muito bem, enquanto os Leafs… bem, não são propriamente uma equipa atractiva para jogadores ambiciosos….
Travis Zajac (NJ Devils) – eu li, mas nem acredito. é que os Devils têm (os resultados deste ano enganam…) uma equipa muito boa; só que caíram no problema de contratar Kovalchuk por aquela fortuna e precisam de libertar jogadores. Com quase 2 metros, com provas dadas de marcar mais de 20 golos, até parece possível trazer Zajac para Toronto!! Que prenda de Natal!!!
Vamos esperar que Burke tire um “coelho da cartola” como fez no ano passado, ao “enganar” os Flames e os Ducks.
Vamos ver quem ele consegue enganar este ano, porque com os jogadores que temos, não há playoff para ninguém em Toronto, e cada vez mais o ínfame link tem razão no que diz: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Toronto_Maple_Leafs e também nos que chamam ao clube Toronto Make-me Laffs e Toronto Make-Beliefs…..
Caputi de volta aos Marlies; Possível troca por Mike Ribeiro com os Dallas Stars
Duas pequenas notícias, Nação Leaf:
– Caputi foi reenviado para os Toronto Marlies (AHL);
Entretanto a imprensa está a avançar que os Leafs e os Rangers estão com 2 Centers (Mike Ribeiro e Brad Richards) dos Dallas Stars na mira para um possível negócio, caso o GM dos Stars, Joe Nieuwendyk, esteja disponível.
Força Burke, traz-nos o nosso luso Mike Ribeiro!!!
6ª feira os nossos Leafs vão a Buffalo, defrontar os Sabres, e no dia seguinte a Ottawa, visitar os Senators. Duas equipas “acessíveis” e era muito bom conseguir a 2ª e 3ª vitórias consecutivas, depois deste período de descanso.
Entretanto os Oilers continuam MUITO LONGE dos famosíssimos ” ’84 Oilers”. Ontem foram goleados por 5 golos sem resposta em Phoenix.
GO LEAFS GO!!!
Performance de Brian Burke e carta aberta de Katie Burke aos media
Caros co-fans dos Leafs:
Já há algum tempo que venho a falar da necessidade de afastar Brian Burke e Ron Wilson. Podem ter feito bom trabalho nos Canucks, na selecção dos Estados Unidos, mas não podemos ficar mais eternidades à espera que o trabalho dê fruto. Ou o quê, dar-lhes mais 5 anos para termos os Leafs nos playoffs???
Eu não tenho essa paciência e gostava de ver MAIS, de preferência antes de me reformar. Se bem que as equipas sejam construídas ao longo dos anos com bons draft picks, há equipas que têm a OBRIGAÇÃO para com os fans de estar sempre na luta. Pura e simplesmente não pode haver conformação… Talvez o que salvasse tudo fosse a NHL funcionar com promoção/relegação e não com o estúpido sistema de franchises (com equipas a perderem jogos no final do ano para terem acesso aos melhores drafts). Aí sim, talvez o descontentamento levasse muito boa gente para o olho da rua!! Era preciso mudar o que não estivesse bem. E não estou a ver os donos dos Leafs (nem a cidade!!!) a conformar-se em competir na NHL “série B”, ou na AHL!!!!!!!!
Isto a propósito, não sei se têm acompanhado, de um debate na imprensa “torontoniana”. Como se sabe, Toronto QUER ter uma equipa ganhadora e não uma equipa de fundo da tabela.
Brian Burke, o “nosso” GM
E na passada 6ª feira um colunista do jornal “The Globe and Mail”, Bruce Dowbiggin, voltou a tocar no assunto sobre se a imprensa está a dar “folga” a Burke, por simpatia, por este ainda ter perdido muito recentemente o seu filho Brendan num acidente de carro no ano passado.
Brendan junto o pai, Brian, com 18 anos, em 2007, a festejar a conquista da Stanley Cup pelo pai, ao serviço dos Anaheim Ducks, contra os Ottawa Senators. Brendan morreria num acidente de automóvel, em 2010 com 21 anos.
Hoje no site dos Leafs surge um link para a resposta da filha mais velha de Burke, em http://www.theglobeandmail.com/sports/hockey/brian-burkes-daughter-responds-to-globe-columnist/article1807193/
Tomando a liberdade, passo a traduzir para português, o teor da mesma (no final da missiva, dou a minha opinião pessoal):
“Como filha mais velha de Brian, gostaria de tomar um momento para clarificar algumas das presunções que têm andado a circular nos media de Toronto:
Primeiro e antes de mais, o meu pai odeia perder. Odeia. Ele odeia perder no Scrabble, ele odeia perder uma aposta e odeia mesmo perder jogos de hóquei.
Ao crescer, a primeira coisa que se dizia a qualquer amigo que fosse ver um jogo de hóquei connosco era que se a equipa perdesse, seria bem melhor nem sequer falar para o meu pai a seguir ao jogo. Posso garantir que não há nada que os media possam escrever ou dizer sobre as performances dos Leafs que o meu pai não tenha ele próprio também pensado, e ninguém é mais crítico ao seu próprio trabalho que o meu pai. Por isso, eu não me tomo de razões com alguém que critique os Leafs na coluna do Deve/Haver de vitórias e derrotas. Faz parte do trabalho, e parte da responsabilidade que o meu pai com tanta vontade assumiu quando se juntou à equipa.
No entanto, tenho de responder à implicação de [Andrew] Krystal que o meu pai “não consegue aguentar a pressão” e ao comentário de Todd Kays de que o mundo não pára quando se experimenta uma tragédia pessoal. A verdade é, se alguém se tivesse dado ao trabalho de falar com alguém que conheça o meu pai, essa pessoa dir-lhe-ía, que neste momento de perda enorme, o hóquei é o refúgio do meu pai. Desde a morte de Brendan, ele não abrandou com as viagens, com a sua agenda, a sua paixão para melhorar a equipa, e o ringue continua a ser, como tem sido durante anos, o seu porto de abrigo.
Este fim de semana é o “Fim de Semana de Pais e Filhos dos Maple Leafs” a somar a ser o fim de semana em que o meu pai completará o seu 1000º jogo como GM. Sugerir que a memória de Brandon não estará no topo dos pensamentos do meu pai durante estas datas marcantes seria tolice. Como um dos comentários online à coluna de Bruce falava, quando se perde um filho, “não passa um dia em que não se sinta dor”. Estou certa de que isso tanto é verdade para Bob Gainey anos mais tarde, como é neste momento para o meu pai, em que só se passaram meses. Dar a volta a uma franchise perdedora é um desafio considerável, um desafio que leva tempo, paciência, e uma disponibilidade para aguentar altos e baixos. Nesse aspecto é semelhante ao luto – um processo longo, não linear com uma incerteza significante e stress considerável. Posso confirmar a todos envolvidos nesta discussão, que a morte do meu irmão teve um profundo impacto no meu pai, mas especular que o seu coração não está envolvido e dedicado ao máximo no jogo, é incorrecto. De facto, as muitas horas que ele passa no Air Canada Centre, a fazer scouting, a falar com colegas GM’s, a delinear estratégias com a sua equipa, são a melhor maneira que ele tem de encarar e seguir em frente.
Muitos jornalistas comentam o vocabulário colorido do meu pai, tipicamente “apimentado” com termos como “pestilência” e “tenacidade”. Posso assegurar-vos, como filha dele, que “perder” e “pena” são duas palavras que não têm lugar no vocabulário do meu pai. Posto isto, é a minha esperança que este debate chegue a um final, e que os especialistas da imprensa, rádio e tv possam deixar de discutir se devem pressionar ou dar folga ao meu pai. Como qualquer férreo veterano do hóquei, ele não precisa que as pessoas lhe facilitem, ele só quer focar-se na equipa e no jogo que ele adora.
Sinceramente,
Katie Burke”
E foi esta a comunicação em resposta de Katie Burke. Eu lembro-me de quando morreu Brendan e não consigo imaginar o sofrimento daquela família e de Brian, que é o que está em causa. Mas Brian é um profissional, e o que está a ser debatido é o lado profissional. Se Brian ficou afectado e não consegue fazer o seu trabalho (obviamente não o está a fazer bem), tem toda a minha simpatia e toda a simpatia da Nação Leaf. Afinal Brian é apenas humano, e sofreu uma perda enorme. MAS então, se as performances dele a nível profissional não satisfazem, não há realmente porque dar “folga” a Burke. Muitos fans dos Leafs perderam familiares. Eu gostava de ter sido futebolista profissional do FC Porto e de grandes equipas europeias, mas nunca tive “jeito” e já não tenho idade. Então é altura de Burke saír (e levar Wilson). Já foi dado demasiado tempo a Burke. Os Leafs não podem continuar a pensar que “para o ano é que vai ser”. Vamos todos chegar a velhos antes de “acontecer” a 14ª Stanley Cup. Eu não era nascido em ’67, e por este andar, não vou ver uma tão cedo. Brian e Katie têm toda a minha simpatia, mas então vamos RESPEITAR Brian e criticá-lo pelo trabalho dele, como ele gostaria. Brian, por favor, se a administração não tem coragem, então veja as evidências e dê lugar a quem “sinta” o espírito Leaf. E de preferência que seja um canadiano, E NASCIDO EM TORONTO.
Saudações a todos. GO LEAFS GO!!!



