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20/12/2010 – Atlanta Thrashers @ Toronto Maple Leafs
Após a campanha de 1 vitória e duas derrotas visitando os times do oeste canadense os Leafs voltaram ao Air Canada Centre para receber a visita do Atlanta Thrashers, time que está em uma ótima sequência de jogos e tem entre seus defensores, Dustin Byfuglien, o defensor que mais marcou gols neste temporada, com 20 já anotados! Cabe lembrar que Byfuglien foi campeão na temporada passada com os Blackhawks, junto com Kris Versteeg, mas eles estão tendo temporadas totalmente diferentes em 2010/11.
Bom … vamos ao jogo.
Para variar, esse é mais um daqueles jogos em que os Leafs começam praticamente dormindo no gelo. Nem começou a partida e, antes dos 3 minutos de jogo, mais precisamente entre o minuto 2 e 3, os Thrashers marcaram 2 gols! O primeiro com Freddy Modin aos 2m24s e o segundo, em powerplay com Tobias Enstron, aos 2m52s.
Durante todo o restante do primeiro período os Leafs jogaram de igual para igual com os Thrashers e tiveram chances de abrir o placar, mas o gol dos Leafs só veio no segundo período e marcado por um jogador que não tido muito apoio da torcida, John Mitchell, aos 14m22s, em powerplay. Neste ponto, somente com um gol a menos, os Leafs partiram para cima dos Thrashers e estiveram perto do empate por muitas vezes, mas aos 19m04s Freddy Modin marcava o seu segundo gol, jogando gelo nas esperanças do time de Toronto.
Ainda tínhamos o terceiro período e os Leafs já demonstraram um poder incrível de reação, mas mais uma vez voltamos ao gelo com sono e, antes dos 5 minutos de jogo, o placar já tinha se tornado elástico, com mais 2 gols para os visitantes (Thrashers 5 – Leafs 1). Agora Anthony Stewart marcou aos 3m04s e Tobias Enstron também anotou o seu segundo da noite, aos 4m19s. Neste momento Ron Wilson decide pela troca de goleiros e retira “Monster” do gelo, substituindo-o por James Reimer. Os Leafs então acordam e chegam a marcar mais 2 gols com Mikhail Grabovski (que marcou gol nos últimso 4 jogos dos Leafs) aos 12m55s e Nilokai Kulemin aos 13m10s, ambos em powerplay. parecia que os leafs conseguiriam novamente se recuperar no último período e o volume de jogo demonstrava isso … E, quando partimos pra cima dos Thrashers, retirando James Reimer para termos um atacante a mais, Andrew Ladd fechou o placar marcando um gol, sem goleiro, aos 19m35s.
No último período os torcedores presentes no Air Canada Centre simplesmente já pediam a saída do técnico Ron Wilson, que não vem dando resultados satisfatórios. Burke também não está nada satisfeito com a equipe e deixou o seu camarote no Air Canada Centre após os Leafs sofrerem o quinto gol. Tomara que ele tenha alguma carta na manga e que consiga reverter essa situação, senão a própria situação de Burke em Toronto, pode vir a ficar ameaçada.
Infelizmente não tivemos o presente de Natal desejado, que seria a vitória em casa, afinal os Leafs agora só jogam no dia 26, quando visitamos os Devils. Aliás, estamos longe de termos um presente dos Leafs, pois as chances de irmos aos playoffs estão cada vez amis distantes, mas vamos aqui seguir lutando e incentivando o time, como todos os torcedores devem fazer … As chances são pequenas, mas ainda as temos!
Se querem uma boa notícia, James Reimer que jogou por volta de 14 minutos, não tomou nenhum gol e, portanto suas estatísticas estão em 100% de defesas e médias de 0 gols sofridos! HEHEHEHEHEHEHE (Só para alegrar vocês depois de mais uma derrota dos Leafs).
GO Leafs GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO GOOOOOOOO
Rogers pretende adquirir 66% da Maple Leafs Sports & Entertainment
Foi largamente divulgado hoje, que a Rogers pretende adquirir 66% da Maple Leafs Sports & Entertainment (MLSE), comprando os direitos do Fundo de Pensão que atualmente é o detentor.
Com esta compra a Rogers passará a ter direitos sobre o Toronto Raptors, Toronto Maple Leafs, Air Canada Centre e dos respectivos canais Raptors TV e Leafs TV. Atualmente a Rogers já é proprietária do Toronto Blue Jays e do Rogers Centre.
Com essa compra a Rogers poderá aumentar sua fatia no mercado esportivo de Toronto, incluindo diminuir o pagamento por direitos de transmissão dos jogos de hóquei, que hoje transmite pelo canal Rogers Sportsnet!
É isso aí … eu acho que a aquisição será uma boa, afinal que tipo de retorno exige um fundo de pensão? Já para a Rogers, imagina ter um time campeão … vai poder cobrar muito mais pelos direitos de transmissão.
Vamos esperar e, no meu caso, torcer para que isso se concretize.
GO Leafs GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
30/11/2010 – Tampa Bay Lightning @ Toronto Maple Leafs
O jogo de ontem, contra o Tampa Bay Lightning no Air Canada Centre, poderia ter sido mais uma vitória dos Leafs e tudo parecia sob controle até os 8 minutos do terceiro período, porém a vitória nos escapou nos últimos 12 minutos regulamentares de jogo.
Os Leafs começaram bem e logo aos 1m25s do primeiro período, a partida havia acabado de começar, e Kris Versteeg abriu o placar. Apesar do número de chutes à gol dos time de Tampa ser maior que o dos Leafs, Gustavsson, mais uma vez muito sólido no gol, defendia tudo. O primeiro período terminou com os Leafs à frente no placar em 1 a 0, porém com os Lightning contabilizando 17 chutes à gol, contra 7 dos Leafs.
O segundo período veria os Lightning empatarem aos 5m18s em powerplay, com um gol de Ryan Malone em uma jogada atrás do gol dos Leafs, mas também veria o gol de Nikolai Kulemin, um chutaço indefensável para Dan Ellis, aos 11m51s, também em powerplay, dando novamente a liderança aos Leafs.
O terceiro período começou melhor ainda pois aos 7m23s, novo gol de Kulemin deixava a vitória cada vez mais certa. Foi neste momento que os Leafs acabaram relaxando e, aos 8m25s, deixaram o Tampa Bay diminuir com Martin St Louis. Quando o jogo estava no minuto final, bastava aos Leafs manter tudo sob controle e garantir a vitória e os dois pontos, porém faltando apenas 12 s, os Leafs cometeram um icing e o puck foi ao face-off na zona de defesa dos Leafs. Como na maioria dos face-offs da partida, os Leafs perderam e o puck acabou novamente no taco de Martin St Louis, que aos 19m51s, isso mesmo … faltando apenas 9 segundos de jogo, marcou o gol de empate. Neste momento Jonas Gustavsson se irritou e chegou a bater com seu taco no gol, demonstrando sua frustração.
Infelizmente não conseguimos segurar os Lightning na prorrogação e num ataque em 3 x 2, Luke Schenn acabou cometendo um erro e seu passe foi interceptado por um jogador dos Lightning, que lançou o puck ao ataque, onde em 2 X 1, Simon Gagne marcou o gol da vitória do time visitante, numa noite frustrante para os torcedores de Toronto. 
Neste jogo, Jonas Gustavsson foi mais uma vez muito bem e defendeu os Leafs de uma derrota ainda no tempo regular. Acredito que ele esteja ganhando o espaço dele e Giggy, quando voltar, será o backup.
Ahhh, houve também um gol de Clarke MacArthur no primeiro período, anulado pelos árbitros que, não sei de que ângulo, visualizaram uma interferência no goleiro Dan Ellis. Se analisarmos o vídeo, MacArthur foi empurrado pelo defensor e somente neste momento entrou na área do goleiro do Tampa Bay. O gol foi legítimo e com certeza mudaria a história da partida.
Agora é colocar a cabeça no lugar e esperar para ganhar sobre o Edmonton Oilers.
GO Leafs GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
23/11/2010 – Dallas Stars @ Toronto Maple Leafs
Ontem o Dallas Stars foi à Toronto, numa rara visita, ao Toronto Maple Leafs.
Os Leafs, vindos de uma derrota contra o rival Montreal Canadiens onde o time se perdeu no gelo e Carey Price fechou o gol, buscava dar sequência no campeonato com mais uma vitória em casa. Seria a terceira vitória seguida em casa, já que a derrota para os Canadiens foi no Bell Centre.
Os Leafs jogaram muito bem ontem e, numa atuação consistente de Nikolai Kulemin e Jonas Gustavsson, ganharam de 4 a 1 dos Stars.
Os dois primeiros gols dos Leafs foram de Kulemin, o primeiro, ainda no primeiro período, foi um desvio de um chute à gol de Luke Schenn, o segundo, já no segundo período, foi numa jogada rápida entre Mikhail Grabovsky e Kulemin, onde Kari Lehtonen rebateu o puck e Kulemin pegou o rebote.
Foi só então que os Stars, em uma jogada onde Steve Ott passou por trás do gol de Gustavsson, sendo marcado por Luke Schenn, marcaram o gol de honra com Brad Richards, recebendo o puck de frente para o gol, para um chute indefensável. Neste momento do jogo, achei que os Stars começariam a pressionar os Leafs em busca do gol de empate, porém antes do término do segundo período, Tyler Bozak recebeu um passe mais que “açucarado” de Nazem Kadri (sim, mais uma vez ele colocou um de seus companheiros na cara do gol), e marcou o terceiro dos Leafs.
O último período viu os Stars tentando empatar o jogo e os Leafs jogando bem, com Gustavsson fechando o gol e, ao final, Kris Versteeg marcou um gol quando os Stars já estavam sem goleiro, fechando a partida em 4 a 1.
Foi uma partida que empolgou pela segurança de Jonas Gustavsson e pela performance de Kulemin.
A próxima partida é contra os Buffalo Sabres, na sexta-feira, em Buffalo! Vamos que vamos!
Go Leafs GO
Performance de Brian Burke e carta aberta de Katie Burke aos media
Caros co-fans dos Leafs:
Já há algum tempo que venho a falar da necessidade de afastar Brian Burke e Ron Wilson. Podem ter feito bom trabalho nos Canucks, na selecção dos Estados Unidos, mas não podemos ficar mais eternidades à espera que o trabalho dê fruto. Ou o quê, dar-lhes mais 5 anos para termos os Leafs nos playoffs???
Eu não tenho essa paciência e gostava de ver MAIS, de preferência antes de me reformar. Se bem que as equipas sejam construídas ao longo dos anos com bons draft picks, há equipas que têm a OBRIGAÇÃO para com os fans de estar sempre na luta. Pura e simplesmente não pode haver conformação… Talvez o que salvasse tudo fosse a NHL funcionar com promoção/relegação e não com o estúpido sistema de franchises (com equipas a perderem jogos no final do ano para terem acesso aos melhores drafts). Aí sim, talvez o descontentamento levasse muito boa gente para o olho da rua!! Era preciso mudar o que não estivesse bem. E não estou a ver os donos dos Leafs (nem a cidade!!!) a conformar-se em competir na NHL “série B”, ou na AHL!!!!!!!!
Isto a propósito, não sei se têm acompanhado, de um debate na imprensa “torontoniana”. Como se sabe, Toronto QUER ter uma equipa ganhadora e não uma equipa de fundo da tabela.
Brian Burke, o “nosso” GM
E na passada 6ª feira um colunista do jornal “The Globe and Mail”, Bruce Dowbiggin, voltou a tocar no assunto sobre se a imprensa está a dar “folga” a Burke, por simpatia, por este ainda ter perdido muito recentemente o seu filho Brendan num acidente de carro no ano passado.
Brendan junto o pai, Brian, com 18 anos, em 2007, a festejar a conquista da Stanley Cup pelo pai, ao serviço dos Anaheim Ducks, contra os Ottawa Senators. Brendan morreria num acidente de automóvel, em 2010 com 21 anos.
Hoje no site dos Leafs surge um link para a resposta da filha mais velha de Burke, em http://www.theglobeandmail.com/sports/hockey/brian-burkes-daughter-responds-to-globe-columnist/article1807193/
Tomando a liberdade, passo a traduzir para português, o teor da mesma (no final da missiva, dou a minha opinião pessoal):
“Como filha mais velha de Brian, gostaria de tomar um momento para clarificar algumas das presunções que têm andado a circular nos media de Toronto:
Primeiro e antes de mais, o meu pai odeia perder. Odeia. Ele odeia perder no Scrabble, ele odeia perder uma aposta e odeia mesmo perder jogos de hóquei.
Ao crescer, a primeira coisa que se dizia a qualquer amigo que fosse ver um jogo de hóquei connosco era que se a equipa perdesse, seria bem melhor nem sequer falar para o meu pai a seguir ao jogo. Posso garantir que não há nada que os media possam escrever ou dizer sobre as performances dos Leafs que o meu pai não tenha ele próprio também pensado, e ninguém é mais crítico ao seu próprio trabalho que o meu pai. Por isso, eu não me tomo de razões com alguém que critique os Leafs na coluna do Deve/Haver de vitórias e derrotas. Faz parte do trabalho, e parte da responsabilidade que o meu pai com tanta vontade assumiu quando se juntou à equipa.
No entanto, tenho de responder à implicação de [Andrew] Krystal que o meu pai “não consegue aguentar a pressão” e ao comentário de Todd Kays de que o mundo não pára quando se experimenta uma tragédia pessoal. A verdade é, se alguém se tivesse dado ao trabalho de falar com alguém que conheça o meu pai, essa pessoa dir-lhe-ía, que neste momento de perda enorme, o hóquei é o refúgio do meu pai. Desde a morte de Brendan, ele não abrandou com as viagens, com a sua agenda, a sua paixão para melhorar a equipa, e o ringue continua a ser, como tem sido durante anos, o seu porto de abrigo.
Este fim de semana é o “Fim de Semana de Pais e Filhos dos Maple Leafs” a somar a ser o fim de semana em que o meu pai completará o seu 1000º jogo como GM. Sugerir que a memória de Brandon não estará no topo dos pensamentos do meu pai durante estas datas marcantes seria tolice. Como um dos comentários online à coluna de Bruce falava, quando se perde um filho, “não passa um dia em que não se sinta dor”. Estou certa de que isso tanto é verdade para Bob Gainey anos mais tarde, como é neste momento para o meu pai, em que só se passaram meses. Dar a volta a uma franchise perdedora é um desafio considerável, um desafio que leva tempo, paciência, e uma disponibilidade para aguentar altos e baixos. Nesse aspecto é semelhante ao luto – um processo longo, não linear com uma incerteza significante e stress considerável. Posso confirmar a todos envolvidos nesta discussão, que a morte do meu irmão teve um profundo impacto no meu pai, mas especular que o seu coração não está envolvido e dedicado ao máximo no jogo, é incorrecto. De facto, as muitas horas que ele passa no Air Canada Centre, a fazer scouting, a falar com colegas GM’s, a delinear estratégias com a sua equipa, são a melhor maneira que ele tem de encarar e seguir em frente.
Muitos jornalistas comentam o vocabulário colorido do meu pai, tipicamente “apimentado” com termos como “pestilência” e “tenacidade”. Posso assegurar-vos, como filha dele, que “perder” e “pena” são duas palavras que não têm lugar no vocabulário do meu pai. Posto isto, é a minha esperança que este debate chegue a um final, e que os especialistas da imprensa, rádio e tv possam deixar de discutir se devem pressionar ou dar folga ao meu pai. Como qualquer férreo veterano do hóquei, ele não precisa que as pessoas lhe facilitem, ele só quer focar-se na equipa e no jogo que ele adora.
Sinceramente,
Katie Burke”
E foi esta a comunicação em resposta de Katie Burke. Eu lembro-me de quando morreu Brendan e não consigo imaginar o sofrimento daquela família e de Brian, que é o que está em causa. Mas Brian é um profissional, e o que está a ser debatido é o lado profissional. Se Brian ficou afectado e não consegue fazer o seu trabalho (obviamente não o está a fazer bem), tem toda a minha simpatia e toda a simpatia da Nação Leaf. Afinal Brian é apenas humano, e sofreu uma perda enorme. MAS então, se as performances dele a nível profissional não satisfazem, não há realmente porque dar “folga” a Burke. Muitos fans dos Leafs perderam familiares. Eu gostava de ter sido futebolista profissional do FC Porto e de grandes equipas europeias, mas nunca tive “jeito” e já não tenho idade. Então é altura de Burke saír (e levar Wilson). Já foi dado demasiado tempo a Burke. Os Leafs não podem continuar a pensar que “para o ano é que vai ser”. Vamos todos chegar a velhos antes de “acontecer” a 14ª Stanley Cup. Eu não era nascido em ’67, e por este andar, não vou ver uma tão cedo. Brian e Katie têm toda a minha simpatia, mas então vamos RESPEITAR Brian e criticá-lo pelo trabalho dele, como ele gostaria. Brian, por favor, se a administração não tem coragem, então veja as evidências e dê lugar a quem “sinta” o espírito Leaf. E de preferência que seja um canadiano, E NASCIDO EM TORONTO.
Saudações a todos. GO LEAFS GO!!!





