18/02/2016 – New York Rangers @ Toronto Maple Leafs
Após cinco jogos fora de casa os Leafs voltaram ao Air Canada Centre para receber a visita do New York Rangers, que perderam na noite anterior pro Chicago Blackhawks.
Desta vez o goleiro dos Leafs foi Jonathan Bernier, enfrentando Antti Raanta, pelos Rangers.
Os Leafs dominaram a partida, muito provavelmente devido aos Rangers estarem mais cansados por terem jogado na noite anterior. Em todosnos períodos os Leafs deram mais chutes ao gol de Raanta do que receberam no de Bernier.
P.A. Parenteau abriu o placar para os Leafs aos 03m58s, desviando um rebote de um chute de Marincin para o gol. A jogada foi revista e o gol foi confirmado pois não houve qualquer movimento de chute por parte de Parenteau. Neste gol, Viktor Loov teve sua primeira experiência na NHL e marcou o seu primeiro ponto, uma assistência. Apesar de Michael Grabner ter acertado a trave, os Leafs não conseguiram aumentar a vantagem. Quase no final do período, Leo Komarov acabou por acertar um hit na cabeça de Ryan McDonaugh, capitão dos Rangers. De acordo com Mike Babcock, não foi uma jogada maldosa por parte de Komarov, que sempre joga muito duro, mas de forma leal, mas a jogada acabou ocorrendo com McDonaugh um pouco abaixado. Komarov foi retirado da partida com uma penalidade pela jogada e McDonaugh não retornou por precaução, já que havia retornado de uma concussão no jogo anterior. Talvez Komarov ainda receba suspensão por alguns jogos.
No segundo período o New York Rangers conseguiram virar o jogo com gols de Derick Brassard aos 03m56s, em powerplay, e Mats Zucarello aos 09m24s, mas mesmo assim os Leafs continuavam bem e com chances de empatar.
O empate só veio aos 17m30s do terceiro período. Isso mesmo! Faltando apenas 02m30s para acabar a partida, com os Leafs já em Empty-Net. O gol foi o primeiro de Colin Greening pelos Leafs. Infelizmente somente 59s após o gol de empate, Derek Stepan colocou os Rangers à frente novamente e Brassard fechou o placar aos 19m40s, com os Leafs sem Bernier no gol.
Concordo com Babcock ao dizer que os Leafs jogaram bem e que somente perdemos o jogo por detalhes e oportunidades não aproveitadas. Não jogamos mal e isso acontece.
A próxima semana promete trazer muita emoção, pois os Scouts (Olheiros) das equipes com chances de disputar a Stanley Cup, estão de prontidão em todos os jogos. Ontem havia uma lista enorme de times com seus olheiros no Air Canada Centre, e negociações por jogadores dos Leafs deverão acontecer. Dentre os jogadores que devem deixarmos Leafs estão: Daniel Winnik, Roman Polak, Brad Boyes, e talvez até Jonathan Bernier, pelo que andei lendo em alguns sites.
É esperar pra ver.
Go Leafs Goooooo
15/02/2016 – Toronto Maple Leafs @ Chicago Blackhawks
No último jogo fora de casa dessa viagem, os Leafs foram visitar os atuais campeões da Stanley Cup, o Chicago Blackhawks, que é uma das equipes com mais chances de ganhar a Copa Stanley nesta temporada. Os Hawks são uma equipe muito habilidosa onde todas as linhas são perigosas e já haviam nos vencido no Air Canada Centre em janeiro.
Nos gols estavam James Reimer, pelos Leafs, e Scott Darling pelos Hawks.
O jogo começou de igual para igual, mas como já vem sendo comum nesta temporada, os Leafs sofreram o primeiro gol aos 02m33s, marcado por Brandon Mashinter. Andrew Shaw aumentou para o time da casa aos 11m39s, no primeiro powerplay para os Hawks.
Os Leafs voltaram melhor páramo segundo período e chutaram muito mais a gol que os Blackhawks, mas outro powerplay não foi desperdiçado e os Hawks fizeram seu terceiro gol aos 01m55s, com Brent Seabrook. Atrás do placar, bem que os Leafs tentaram reagir, mas oravam nas defesas de Scott Darling.
O terceiro período viu os Blackhawks simplesmente enterrarem os Leafs que tomaram quatro gols nos primeiros 10m20s, deixando o placar em 7 a 0 para os Blackhawks. Artemi Panarin marcou aos 02m07s, em powerplay, Patrick Kane aos 04m51s, Teuvo Teravainen aos 08m39s, em mais um powerplay, e Vitor Svedberg aos 10m20s. Os Leafs já estavam com a derrota assegurada, mas conseguiram finalmente vencer Scott Darling aos 11m06s, com Mark Arcobello, que com esse gol, marcou três nos últimos dois jogos, e aos 15m08s, com P.A. Parenteau, em powerplay.
Foi mais uma derrota para os Blackhawks, demonstrando a grande diferença de qualidade e maturidade das duas equipes. Os Leafs estão se reestruturando e buscando desenvolver seus jovens talentos, enquanto os Hawks já são uma equipe com alto nível competitivo, além de possuir estrelas da liga como Patrick Kane e Jonathan Toews.
Agora é voltar ao Air Canada Centre para os próximos 4 jogos!
Go Leafs Goooo
13/02/2016 – Toronto Maple Leafs @ Vancouver Canucks
Os Leafs vem fazendo bons jogos, mas sem conseguir vencer. Foi assim contra os Flames e Oilers. Agora a equipe foi à Vancouver enfrentar os Canucks sem 5 jogadores titulares, o que fez a equipe chamar Brendan Leipsic dos Marlies para auxiliar o time.
Nos gols estavam James Reimer e Ryan Miller, um goleiro que já foi uma muralha contra os Leafs em vários jogos quando ainda jogava pelo Buffalo Sabres.
O Toronto Maple Leafs teve um de seus melhores jogos defensivos da temporada. Dominaram o jogo do início ao fim e só no primeiro período quase deram mais chutes ao gol de Miller (16) que receberam no jogo todo no gol de Reimer (19). Foram ao total 38 chutes contra apenas 19 dos Canucks.
Sem nenhum goleiro ter sido vencido no primeiro período, os gols começaram com Daniel Sedin, aos 03m18s do segundo período. Mas isso não tirou a energia dos Leafs e Mark Arcobello marcou logo dois, aos 04m17s e aos 04m44s. Os Leafs continuaram jogando bem mas não conseguiram mais gols no segundo período.
Logo no início do terceiro período, aos 03m54s, Brendan Leipsic em seu primeiro jogo na NHL pelos Leafs, se aproveitou de um puck que bateu nas costas de um defensor e enganou Ryan Miller, que ficou procurando o puck, e marcou seu primeiro gol. Os pais de Leipsic, que vieram de Winnipeg para assistir ao jogo do filho, vibraram muito! Já quase ao final da partida, Sven Baertschi marcou para os Canucks, já sem Ryan Miler no gol, reduzindo a vantagem dos Leafs para somente um gol, mas Brad Boyes e Leo Komarov revidaram pelos Leafs aos 19m02s e 19m30s, respectivamente.
Foi uma ótima vitória para os Leafs, que agora vão à Chicago, enfrentar a equipe dos Blackhawks hoje à noite.
O final do mês está chegando e com ele, a data final para trocas de jogadores. Daqui até lá podemos ver muita ação dos Leafs no mercado, mais voltado a “vender” jogadores e conseguir jogadores mais jovens para o futuro da equipe.
Go Leafs Gooooo
A evolução da folha de Bordo (Maple Leaf)
Os 99 anos cheios de acontecimentos da história dos Toronto Maple Leafs fizeram o logo alcançar um status tão icônico que poucas outras organizações podem se orgulhar de ter. Mas o logo que você vê atualmente sendo usado pelo defensor Morgan Rielly e seus companheiros de equipe passou por diversas evoluções antes de chegar ao que é hoje. Algumas das estórias por trás das diferentes versões do design azul e branco da folha de bordo – (Maple Leaf) – são tão interessantes quanto os jogos onde foram usadas.
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Pode ser chocante para os fans mais jovens, acostumados às campanhas de marketing e votações para escolha de nomes favoritos feitas pelos fãs, mas o nome da equipe de Toronto – fundado em 1917 como Toronto Arenas, para ser renomeado a Toronto St. Patricks apenas dois anos depois – não mudou para Maple Leafs no começo de uma temporada. Na verdade, a decisão de mudar o nome da equipe foi tomada numa viagem de trem feita de Detroit (onde a equipe havia sido derrotada pelos Detroit Cougars) a Toronto em 1927: a lenda da equipe e da história do Hockey, Conn Smythe, que havia recentemente assumido a gerência da franquia, anunciou a mudança de nome – e mais tarde naquele mesmo dia, na Mutual Street Arena, eles jogaram seu primeiro jogo como os Leafs, contra os New York Americans.
Apesar disso, a “Folha” que usaram pelo restante da temporada 1926-27 não era azul e branca. Ao invés disso, era verde – sem dúvida, uma conexão com o período em que foram St. Pats (St. Patrick). Infelizmente não existem fotos que detalhem a forma exata do primeiro logo com a “folha”, mas Smythe deixou muito claro que o nome foi inspirado pelos distintivos em forma de folha de bordo usado pela maioria dos regimentos militares canadenses durante a Primeira Guerra Mundial, e também acredita-se que o time olímpico masculino canadense de hóquei – que se tornou orgulho nacional ao ganhar a medalha de ouro dos jogos de Chamonix, França, com uma folha de bordo na camisa – teve influência na escolha feita por Smythe.
Outro interessante fato sobre o primeiro logo dos Leafs, que o time passou a usar em todos os jogos a partir da temporada 1927-28: dentro da “Folha” (que se tornou azul), havia apenas a palavra “Toronto”. A partir daquele ponto até a reformulação visual do Tampa Bay Lightning em 2011, os Leafs foram os únicos na Liga com dois logos diferentes – uma Folha branca com letras azuis, e vice-versa.
Pelas próximas quatro décadas, o time de Toronto empregou essencialmente o mesmo logo (“Folha de Bordo”) com pequenas alterações: mudou o número de pontos na silhueta externa da folha de 48 em 1927 para 35 em 1938, e adicionaram veios à folha no mesmo ano; e por alguns meses em 1947, as palavras “Toronto Maple Leafs” apareceram em vermelho. Mas a mudança mais radical ao visual do logo foi feita em 1967 – Ano do Centena do Canadá – quando os veios foram removidos e o número de pontos externos da silhueta da folha foi reduzido para 11, o mesmo número de pontos da folha que tem lugar central na nova bandeira nacional canadense rebelada dois anos antes. Esta foi a primeira versão da versão moderna que vemos hoje em dia. Mas um fato engraçado é que a mudança veio num momento glorioso da história dos Leafs, pois a equipe passou a usar este logo na pós-temporada. (Naquela década, os jogadores dos Leafs usaram um uniforme durante toda a temporada regular e então receberam um novo uniforme para os playoffs e usaram este mesmo novo uniforme na próxima temporada. Se você conhece a história dos Leafs, você sabe que os playoffs de 1967 marcaram a ocasião mais recente em que os Leafs venceram a Stanley Cup. Adicionando o fato de que – pelo menos entre os jogadores dos Leafs – havia o sentimento de que a equipe não faria muito sucesso nos playoffs de 1967. Eles sofreram em uma sequência de 10 derrotas na temporada regular e não tinham o favoritismo contra o Chicago Blackhawks na primeira rodada dos playoffs, mas, usando agora o novo uniforme, eles venceram os Blackhawks, ganhando o direito de enfrentar o arquirrival Montreal Canadiens, que vinham às finais da Stanley Cup invictos a 15 jogos e ainda venceram o primeiro jogo das finais, elevando-se a sequência para 16 jogos invictos. Mas Toronto se superou e venceu quatro dos próximos cinco jogos para vencer a Stanley Cup pela 13ª vez – e, considerando que jogadores de hóquei são notoriamente supersticiosos, eles passaram a adorar o novo uniforme.
Entretanto, mudanças significativas no logo ainda estavam por vir, e somente alguns anos depois: em 1970, os cantos da folha foram arredondados, e as letras (font) foram modernizadas para a versão dos dias atuais. Claro que a franquia utilizou versões mais antigas e logos alternativos em ocasiões especiais em anos posteriores, mas o logo principal se manteve por quase 46 anos.
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O logo dos Leafs é uma das partes principais de “The Sweater”, uma brilhante e muito querida estória do celebrado novelista franco-canadense Roch Carrier. Publicada em 1979, ela é baseada numa experiência real que Carrier teve quando criança, quando vivia em Quebec e amava o Montreal Canadiens e o atacante estrela da Liga, Maurice ‘Rocket’ Richard. Carrier comprou a camisa de Maurice Richard por um catálogo, mas recebeu uma camisa dos Leafs. O livro – que vendeu mais de 300,000 cópias e foi adaptado em uma animação de 10 minutos foi nomeado como o melhor do seu gênero pelo British Academy Film Awards – demonstrou perfeitamente o que significa ser um torcedor de hóquei. E apesar da versão original em francês do livro ser traduzida como “An Abominable Maple Leaf On The Ice”, algo como Uma Abominável Folha de Bordo No Gelo, as pessoas naturais de Toronto adoram tanto a estória que, quando Maurice “Rocket” Richard faleceu em maio de 2000, os Leafs disponibilizaram todo um intervalo de uma partida, sem qualquer propaganda ou patrocinadores, e reproduziu a animação “Sweater” no telão do Air Canada Centre em tributo a estrela do time de Montreal.
Qualquer que seja a versão do logo dos Leafs a que nos referimos, uma coisa ainda permanece muito clara: ela se mantém como um ícone para os torcedores tão profundamente hoje, quanto já foi no passado, e isso se reflete de maneira irrefutável no hóquei e na cultura canadense. Uma prova disso é que na festejada era do Maple Leaf Gardens, artistas que se apresentavam recebiam a oferta, e geralmente a aceitavam, de vestir uma camisa dos Leafs durante a apresentação. O guitarrista/vocalista dos Eagles, Glenn Frey foi um dos mais famosos exemplos nos anos 70, e apesar do fato de as mídias sociais atualmente fazerem muitos artistas pensarem duas vezes ao vestir qualquer camisa de time (por poder levar a ira aos fãs de outras equipes), artistas populares, incluindo Taylor Swift, Lorde e Keith Urban já vestiram a camisa dos Leafs em shows, e ganharam ainda mais popularidade por isso.
Mas não se engane – parte do apelo do logo dos Leafs é a devoção de seus fãs. A “Folha de Bordo” azul e branca desfruta de uma popularidade incomum entre atores e comediantes, incluindo Jim Carrey e Mike Myers – ambos que usaram camisas dos Leafs em participações no lendário programa da NBC: Saturday Night Live. Mas Myers e Carrey não estavam buscando popularidade em suas cidades nativas. Ao invés disso, eles são torcedores fervorosos que viveram em Toronto e seguem a equipe não se importando por como a equipe está desempenhando na temporada. Existe uma autenticidade que você não vê em muitas outras franquias, de qualquer esporte.
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É fácil de entender porque o logo dos Leafs tem todo esse significado, tanto na comunidade do hóquei assim como no mundo fora dela. Este logo cresceu e se desenvolveu junto com um jovem país que compartilha do mesmo símbolo, e representa uma cidade que ama seu time e também o esporte (hóquei). Foi assim em quase um século e certamente continuará sendo por muitos séculos à frente.
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Vai ser mais uma camisa pra colocar na minha lista de compras! Hehehehe
11/02/2016 – Toronto Maple Leafs @ Edmonton Oilers
Continuando a série de jogos fora de casa os Leafs foram visitar Connor McDavid e os Edmonton Oilers.
Neste jogo o goleiro da equipe foi Jonathan Bernier, que enfrentou Cam Talbot pelos Oilers.
Infelizmente para os Leafs, Connor McDavid, que cresceu próximo à Toronto, em Richmond Hill, Ontario, e torceu pelos Leafs durante toda a infância, teve uma noite excepcional.
Aos 03m29s, o ataque dos Oilers fez uma rápida troca de passes e deixou McDavid sozinho contra Bernier. O jovem jogador dos Oilers se utilizou de sua velocidade e venceu o goleiro dos Leafs com um drible, abrindo o placar. Josh Leivo se aproveitou de um erro dos Oilers na zona neutra e empatou para os Leafs aos 08m06s. Foi o segundo gol de Leivo em jogos consecutivos, mas o jogador saiu do gelo com uma contusão e não retornou.
O jogo estava disputado, mas os Oilers pareciam mais hábeis em aproveitar as oportunidades dadas pelos Leafs. Jordan Eberle voltou a colocar os Oilers à frente aos 06m25s. Num powerplay aos 18m36s, Eberle novamente marca e coloca os Oilers à frente com dois gols de vantagem. Felizmente Jake Gardiner conseguiu uma boa jogada e diminuiu para os Leafs faltando apenas 15s para o término do período.
Realmente a noite foi de McDavid e de Eberle e ambos marcaram no terceiro período, aos 13m55s e em Empty-net, faltando 54s para o final do jogo, respectivamente. McDavid anotou 5 pontos na partida com seus dois gols e três assistências, uma em cada gol de Eberle.
Este foi o primeiro jogo de Colin Greening pelos Leafs, mas o jogador acabou com um rating plus/minus de -2, ou seja, enquanto estava no gelo, os Leafs sofreram dois gols.
É isso … Os Leafs não jogaram mal, mas sentimos falta de alguns de nossos jogadores contundidos e demonstramos que ainda necessitamos contratar melhores jogadores para as próximas temporadas. Mas é como Mike Babcock disse: Haverá dor, antes de conseguirmos resultados!
Go Leafs Gooooo

