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Performance de Brian Burke e carta aberta de Katie Burke aos media

segunda-feira, 22 novembro 2010 6 comentários

Caros co-fans dos Leafs:

Já há algum tempo que venho  a falar da necessidade de afastar Brian Burke e Ron Wilson. Podem ter feito bom trabalho nos Canucks, na selecção dos Estados Unidos, mas não podemos ficar mais eternidades à espera que o trabalho dê fruto. Ou o quê, dar-lhes mais 5 anos para termos os Leafs nos playoffs???

Eu não tenho essa paciência e gostava de ver MAIS, de preferência antes de me reformar. Se bem que as equipas sejam construídas ao longo dos anos com bons draft picks, há equipas que têm a OBRIGAÇÃO para com os fans de estar sempre na luta. Pura e simplesmente não pode haver conformação… Talvez o que salvasse tudo fosse a NHL funcionar com promoção/relegação e não com o estúpido sistema de franchises (com equipas a perderem jogos no final do ano para terem acesso aos melhores drafts). Aí sim, talvez o descontentamento levasse muito boa gente para o olho da rua!! Era preciso mudar o que não estivesse bem. E não estou a ver os donos dos Leafs (nem a cidade!!!) a conformar-se em competir na NHL “série B”, ou na AHL!!!!!!!!

Isto a propósito, não sei se têm acompanhado, de um debate na imprensa “torontoniana”. Como se sabe, Toronto QUER ter uma equipa ganhadora e não uma equipa de fundo da tabela.

Brian Burke, o “nosso” GM

E na passada 6ª feira um colunista do jornal “The Globe and Mail”, Bruce Dowbiggin, voltou a tocar no assunto sobre se a imprensa está a dar “folga” a Burke, por simpatia, por este ainda ter perdido muito recentemente o seu filho Brendan num acidente de carro no ano passado.

Brendan junto o pai, Brian, com 18 anos, em 2007, a festejar a conquista da Stanley Cup pelo pai, ao serviço dos Anaheim Ducks, contra os Ottawa Senators. Brendan morreria num acidente de automóvel, em 2010 com 21 anos.

Hoje no site dos Leafs surge um link para a resposta da filha mais velha de Burke, em http://www.theglobeandmail.com/sports/hockey/brian-burkes-daughter-responds-to-globe-columnist/article1807193/ 

Tomando a liberdade, passo a traduzir para português, o teor da mesma (no final da missiva, dou a minha opinião pessoal):

“Como filha mais velha de Brian, gostaria de tomar um momento para clarificar algumas das presunções que têm andado a circular nos media de Toronto:

Primeiro e antes de mais, o meu pai odeia perder. Odeia. Ele odeia perder no Scrabble, ele odeia perder uma aposta e odeia mesmo perder jogos de hóquei.

Ao crescer, a primeira coisa que se dizia a qualquer amigo que fosse ver um jogo de hóquei connosco era que se a equipa perdesse, seria bem melhor nem sequer falar para o meu pai a seguir ao jogo. Posso garantir que não há nada que os media possam escrever ou dizer sobre as performances dos Leafs que o meu pai não tenha ele próprio também pensado, e ninguém é mais crítico ao seu próprio trabalho que o meu pai. Por isso, eu não me tomo de razões com alguém que critique os Leafs na coluna do Deve/Haver de vitórias e derrotas. Faz parte do trabalho, e parte da responsabilidade que o meu pai com tanta vontade assumiu quando se juntou à equipa.

No entanto, tenho de responder à implicação de [Andrew] Krystal que o meu pai “não consegue aguentar a pressão” e ao comentário de Todd Kays de que o mundo não pára quando se experimenta uma tragédia pessoal. A verdade é, se alguém se tivesse dado ao trabalho de falar com alguém que conheça o meu pai, essa pessoa dir-lhe-ía, que neste momento de perda enorme, o hóquei é o refúgio do meu pai. Desde a morte de Brendan, ele não abrandou com as viagens, com a sua agenda, a sua paixão para melhorar a equipa, e o ringue continua a ser, como tem sido durante anos, o seu porto de abrigo.

Este fim de semana é o “Fim de Semana de Pais e Filhos dos Maple Leafs” a somar a ser o fim de semana em que o meu pai completará o seu 1000º jogo como GM. Sugerir que a memória de Brandon não estará no topo dos pensamentos do meu pai durante estas datas marcantes seria tolice. Como um dos comentários online à coluna de Bruce falava, quando se perde um filho, “não passa um dia em que não se sinta dor”. Estou certa de que isso tanto é verdade para Bob Gainey anos mais tarde, como é neste momento para o meu pai, em que só se passaram meses. Dar a volta a uma franchise perdedora é um desafio considerável, um desafio que leva tempo, paciência, e uma disponibilidade para aguentar altos e baixos. Nesse aspecto é semelhante ao luto – um processo longo, não linear com uma incerteza significante e stress considerável. Posso confirmar a todos envolvidos nesta discussão, que a morte do meu irmão teve um profundo impacto no meu pai, mas especular que o seu coração não está envolvido e dedicado ao máximo no jogo, é incorrecto. De facto, as muitas horas que ele passa no Air Canada Centre, a fazer scouting, a falar com colegas GM’s, a delinear estratégias com a sua equipa, são a melhor maneira que ele tem de encarar e seguir em frente.

Muitos jornalistas comentam o vocabulário colorido do meu pai, tipicamente “apimentado” com termos como “pestilência” e “tenacidade”. Posso assegurar-vos, como filha dele, que “perder” e “pena” são duas palavras que não têm lugar no vocabulário do meu pai. Posto isto, é a minha esperança que este debate chegue a um final, e que os especialistas da imprensa, rádio e tv possam deixar de discutir se devem pressionar ou dar folga ao meu pai. Como qualquer férreo veterano do hóquei, ele não precisa que as pessoas lhe facilitem, ele só quer focar-se na equipa e no jogo que ele adora.

Sinceramente,

Katie Burke”

E foi esta a comunicação em resposta de Katie Burke. Eu lembro-me de quando morreu Brendan e não consigo imaginar o sofrimento daquela família e de Brian, que é o que está em causa. Mas Brian é um profissional, e o que está a ser debatido é o lado profissional. Se Brian ficou afectado e não consegue fazer o seu trabalho (obviamente não o está a fazer bem), tem toda a minha simpatia e toda a simpatia da Nação Leaf. Afinal Brian é apenas humano, e sofreu uma perda enorme. MAS então, se as performances dele a nível profissional não satisfazem, não há realmente porque dar “folga” a Burke. Muitos fans dos Leafs perderam familiares. Eu gostava de ter sido futebolista profissional do FC Porto e de grandes equipas europeias, mas nunca tive “jeito” e já não tenho idade. Então é altura de Burke saír (e levar Wilson). Já foi dado demasiado tempo a Burke. Os Leafs não podem continuar a pensar que “para o ano é que vai ser”. Vamos todos chegar a velhos antes de “acontecer” a 14ª Stanley Cup. Eu não era nascido em ’67, e por este andar, não vou ver uma tão cedo. Brian e Katie têm toda a minha simpatia, mas então vamos RESPEITAR Brian e criticá-lo pelo trabalho dele, como ele gostaria. Brian, por favor, se a administração não tem coragem, então veja as evidências e dê lugar a quem “sinta” o espírito Leaf. E de preferência que seja um canadiano, E NASCIDO EM TORONTO.

Saudações a todos. GO LEAFS GO!!!

16/11/2010 – Nashville Predators @ Toronto Maple Leafs

quarta-feira, 17 novembro 2010 Deixe um comentário

É com grande satisfação e alívio, após 8 jogos sem vitórias, que publico este post.

Ontem os Leafs lutaram muito para vencer a partida! Mostraram garra, poder de superação e determinação de conseguir a vitória. A equipe, ainda sem Colby Armstrong e o capitão, Dion Phaneuf, ambos contundidos e se recuperando, recebeu os Predators no Air Canada Centre, disposto a terminar com a sequência de derrotas.

Nesta partida, o goleiro dos Leafs foi Jean-Sebastien Giguere e Nazem Kadri e Keyth Aulie também permaneceram na equipe dos Leafs.

Os Leafs começaram a partida exatamente como qualquer torcedor ou o técnico Ron Wilson não gostariam, com erros de posicionamento, o ataque distante dos defensores, erros de passe e, mais uma vez, atrás no placar. O Nashville Predators começou o primeiro período e já aos 8m13s abriu o placar com J. P. Dumont. Aos 11m33s foi a vez de Jordin Tootoo aumentar e, apenas 10 segundo depois, num erro infantil de Mikhail Grabovsky, onde ele cruzou o puck em frente ao gol dos Leafs, Martin Erat aumentou para 3 a 0 Predators. Os Leafs pareciam estar, novamente em um jogo onde a sequência de derrotas continuaria. Quem deu uma esperança aos torcedores, já descontentes, foi Luke Schenn que, aos 19m30s, marcou um belo gol, animando também os jogadores.

No segundo período, os Leafs voltaram melhor, mais determinados, mas um erro de Brett Lebda, onde ele perdeu o controle do puck e deixou Marcel Goc sozinho contra Giguere, em desvantagem numérica (short-handed), permitiu o quarto gol dos Predators. Isso normalmente abalaria a equipe de Toronto, porém ontem o time estava com tudo e continuaram forçando as jogadas e deixando os Predators cometerem penalidades. Foi assim que, em 2 powerplays, com vantagem numérica de 5 a 3, Kris Versteeg marcou 2 gols, diminuindo a vantagem no placar para 4 a 3. O time dos Leafs então dominou o período e,  quando Keyth Aulie marcou o empate, todos já estavam comemorando, porém os árbitros consideraram que Colton Orr e Mike Brown interferiram no goleiro e invalidaram o gol de empate. Na minha opinião e revendo o replay, não houve qualquer interferência no goleiro, apesar dos dois jogadores estarem bem próximos dele.

Mas tudo bem … nesta noite, nada tiraria a vitória dos Leafs e, o gol de empate viria para redimir o erro de Grabovsky, em powerplay, aos 14m21s. Nem preciso falar que os Predators ficaram com a moral impactada e continuaram a cometer penalidades. No total foram 6 penalidades para os Predators no segundo período. E foi em outra penalidade, isso mesmo, em outro powerplay que os Leafs, com Nikolai Kulemin, viraram a partida aos 16m44s. Foram 4 gols em powerplay para os Leafs que estavam em 26º na liga e passaram à 16º em apenas um jogo, mais precisamente, em um período!

O terceiro período ainda reservava emoção aos torcedores de ambas equipes. Os Predators retornaram querendo o empate e os Leafs tentando aumentar o placar, porém Jean Sebastien Giguere que efetuou várias defesas espetaculares, inclusive uma num breakaway no final do primeiro período, sentiu uma contusão e se dirigiu ao banco dos Leafs e daí aos vestiários, deixando Jonas Gustavsson com a incumbência de segurar tudo e garantir a vitória nos 5 minutos finais da partida. Gustavsson entrou e fez defesas decisivas para os Leafs, que quase aumentaram o placar num chute de Kris Versteeg, seria o hat-trick dele, mas que foi defendido por Pekka Rinne, o goleiro finlandês dos Predators. Ainda houve garra da parte de Mike Brown e Tim Brent durante o último minuto de jogo, quando os Predators retiraram seu goleiro, e o substituíram por um atacante adicional. Brown fez um ótimo bloqueio num chute dos Predators e Tim Brent ajudou a limpar o pucl da zona de defesa dos Leafs.

Resultado Final: Predators 4 x Leafs 5.

Foi um jogaço dos Leafs que espero que tenha retornado a confiança na equipe que amanhã enfrenta os Devils em Toronto. Acho que com essa virada espetacular, eles vão voltar a ter uma sequência, agora de vitórias, e voltar a se classificar bem na Conferência Leste.

Giguere deve passar por avaliação médica para analisar o desconforto, ou distensão, que sentiu. Aparentemente não é algo grave, pois ele voltou ao banco dos Leafs para assistir ao final da partida e concedeu várias entrevistas, bem humorado, ao final do jogo.

Não sei qual será a decisão dos Leafs quanto à Kadri e Aulie … mas os dois vêem jogando bem … não acredito que sejam mantidos nos Leafs nesta temporada, mas se continuarem assim, deixarão Ron Wilson numa situação difícil de explicar porque os substituiu por jogadores que talvez não produzam ou estejam jogando tão bem quanto eles.

GO Leafs GO

Predators 4 @ Leafs 5 – FINALMENTE!!!!

quarta-feira, 17 novembro 2010 3 comentários

Caros colegas Leafs:

Finalmente acabou a derrapagem dos “nossos” Leafs. Já eram demasiados jogos com derrotas e a equipa era uma triste sombra da que começou a época com 4-0-0. No fundo parecia a equipa habitual (infelizmente) dos últimos anos, em que nem sentimos o sabor a play-offs da Stanley Cup (e já desde 1967 que ela não vem desfilar em Toronto….).

O jogo começou mal demais. Com 8:13 no 1º período, Dumont inaugura o marcador para os Predators. Falhanço de Kessel no início do contra-ataque, a perder o controlo do “puck” para o adversário, Dumont nas costas de Beauchemin, não tem problemas em encostar para golo. Tudo bem, 1-0 era recuperável… mas desnecessário.

Três minutos depois… novo “tiro” nas nossas aspirações.  O puck perdido na zona neutra (os turn-overs são mais que muitos nos nossos Leafs), e o contra-ataque dos Predators não perdoa: 11:33 e Jordan Tootoo a elevar a vantagem para 2-0. Dois defesas dos Leafs sem conseguirem ajudar Giguere… (e eu já via MAIS uma derrota).

Ron Wilson já não sabe o que fazer e pede um time-out para tentar reorganizar a equipa.

Debalde… O jogo recomeça… face-off no centro do terreno. O puck vem para o campo dos Leafs, com Grabovski. Tem Beauchemin à esquerda. O óbvio seria o passe POR TRÁS da baliza… Mas não, Grabovski faz um passe com pouca força pela frente de Giguere, o puck ressalta e Martin Erat está lá para aproveitar o convite. NASHVILLE 3 – TORONTO 0!!!!  Com 11:43 jogados… em pouco mais de 3 minutos os Leafs sofrem mais 2 golos (foram 3 num espaço de 3 minutos e meio!!!!) e o jogo parece perdido. (por curiosidade passa a nota de rodapé: “Leafs outscored by 20-10 in first period this season”).

Os Predators, com 1:21 para jogar perdem a oportunidade de fazer o 4-0 por muito pouco. Sullivan isolado vai pela direita e Giguere defende com o pad. Um pouco mais acima e seria golo.

O jogo parecia dominado pelos Predators. Mas entretanto uma réstia de esperança. Com 33 segundos para jogar no 1º período há um face-off na direita do “nosso” ataque, o puck vem para Schenn, finta um adversário e finalmente abre o marcador para os Leafs!!!!!! 3-1 com 2 períodos inteiros para recuperar. A alegria volta ao ACC!!!!! Apenas Ron Wilson continua apreensivo… (compreensivelmente).

Alegria sofreria um revés. Ao estilo dos Leafs deste ano (não aquela equipa misteriosa dos 4 primeiros jogos), passavam 4:41 do 2º período, quando os Leafs estavam em Powerplay. Já se sabe que as equipas “especiais” dos Leafs são MÁS… São das piores no PP e das piores no PK (Penalty Kill). O Powerplay Umbrella talvez devesse ser re-ensinado aos Leafs. Não é difícil: http://www.youtube.com/watch?v=y63cHxYlMRw&playnext=1&list=PL640454964FB71D09&index=34

Perdem o puck na área ofensiva. Mais um turn-over….  Goc isola-se frente a Giguere, faz vários dekes e marca como quer… 4-1….

Mas era um jogo muito atípico, e desta vez os Leafs aproveitaram os Powerplays, beneficiando de 6 (SEIS!!!!) PP’s consecutivos pelos Predators. Com 5 para 3 (parece que os Leafs só assim conseguem marcar em PP), Kris Versteeg (um dos inconformados e com vontade de vencer) aos 6:22, reduz com um remate potente de longe para 4-2. A esperança voltava a renascer. Um minuto depois, aos 7:21, novamente Versteeg também de longe, com os Predators novamente só com 3 jogadores. Grande Versteeg!!! 4-3 e muito para jogar…

E depois, vem o que considero (bem como os Leafs presentes no ACC) um roubo de arbitragem. Aos 11:15, o nosso rookie Keith Aulie, dispara uma “bomba” para os 4-4 e isto conseguido em full-strenght das 2 equipas, praticamente da linha azul. Os árbitros após visionamento da repetição, anulam o golo. Dizem que Brown empurrou o guarda-redes. Ridículo, pois de todas as câmaras em que vi, não vejo NADA DISSO. Ainda para mais a haver contacto, seria fora da área. O golo era limpo, e era o empate com mais de metade do jogo por jogar. Mas seria feita justiça… Fiquei (além de frustrado) com pena de Aulie, já que era fantástico ter um golo no seu segundo jogo na NHL.

Novo powerplay a nosso favor e finalmente os Leafs a irem às “dirty areas” (como custa a estes homens fazerem o evidente…). 14:21 do segundo período, os Leafs executam na perfeição o “carrosel” do Umbrella, o puck segue para a direita, para MacArthur, vê Grabovski no slot, na cara do guarda-redes e é o delírio, com Grabovski a redimir-se. 4-4 e muito para jogar. O ACC em delírio e o “Song 2” dos Blur a animar as nossas hostes!!!!

Havia que resolver o jogo e era já.  2 minutos depois (16:44) e durante NOVO POWERPLAY (!!!!), novamente MacArthur na direita, e Kulemin no slot a resolver. E os Leafs a vencerem por 5-4!!!!!!

Entretanto lesão de Giguere, e entra o famoso “Monster”, o nosso Gustavsson (que provavelmente devia jogar mais vezes…). Evita várias tentativas de empate dos Predators.

O 3º período ocorreu sem golos com uma boa exibição do Monster. Kulemin nos últimos segundos ainda podia ter feito o 6-4, com os Predators num empty-net (embora o guarda-redes tenha voltado), mas não deu.

5-4 numa reviravolta excepcional. Do Inferno (3-0 aos 11 minutos de jogo) ao Paraíso em pouco mais de 20 minutos. E finalmente o final da senda de derrotas.

Sai reforçada a confiança da equipa. E apesar de muitos dos golos terem sido obtidos em PP, finalmente temos special-teams a produzirem golos (mesmo com um Short-handed concedido). 4 golos em PP no 2º período foi fantástico!!! Ainda não procurei estatísticas, mas deverá ter sido um dos melhores aproveitamentos de powerplays. A unidade de Penalty Kill dos Predators foi massacrada (parecia o habitual com a nossa….)

Estaremos de regresso às vitórias? Vamos ver como a equipa se porta 5ª feira. Vamos receber os Devils e por muito que eu tenha um fraquinho por eles (foi no Prudential Center que vi o meu primeiro jogo NHL ao vivo), TEMOS de os aniquilar para pôr a auto-estima no topo. Para Sábado ir a Montreal e mostrar à Belle Province que os Leafs ainda vivem!!! (E vai ser difícil, pois os Canadiens estão decididos a mostrar que os playoffs deles do ano passado onde eliminaram Penguins e Capitals em Pittsburgh e Washington(!!!!!) não foram obra do acaso – mesmo sem Halak).

Só um extra, falaram-me num fórum português de NHL de um site que não sei se funciona aí no Brasil, mas fica o link, caso queiram experimentar, para live streaming dos jogos: http://www.atdhe.net/index.html

GO LEAFS GO!!!!!!!!

10/11/2010 – Toronto Maple Leafs @ Florida Panthers

quinta-feira, 11 novembro 2010 5 comentários

Eu gostaria de postar notícias melhores aqui, mas na atual situação, venho apenas formalizar que, mais uma vez, os Leafs perderam. Desta vez foi quase que por shutout (sem fazer nenhum gol no adversário), como no jogo contra o Tampa, na noite anterior.

Os Leafs estão a 7 jogos sem vencer, sequência que já é maior que o início da temporada passada (2009-10), quando perderam 6 e venceram 1 partida na prorrogação. Dos últimos 11 jogos, os Leafs venceram somente 1, exatamente contra os Panthers, mas em Toronto. E só para vocês verem como são as coisas, não tive tempo de escrever um post sobre esta vitória e apenas a citei num post do jogo contra os Bruins. Ou seja, os Leafs estão indo mal e quando ganham, não tenho tempo de escrever!!!

Ontem os Leafs tiveram a iniciativa de realizar uma reunião entre os jogadores, que durou mais de uma hora, para conversarem à respeito dos problemas da equipe. Foi um ato pró-ativo de tentar resolver os problemas, mas que pelo resultado da partida de ontem, não surtiu efeito.

Logo aos 7m42s de jogo, Bryan Allen, marcou para os Panthers em um slap shot. Mas são coisas do jogo e os Leafs estavam jogando de igual para igual, tanto que tiveram mais chutes à gol que os Panthers (7 contra 6).

No segundo período veio o segundo gol dos Panthers, marcado por Steven Reinprecht, em vantagem numérica (powerplay). Os Leafs estão mal em várias coisas, mas posso citar aqui que o powerplay da equipe de Toronto está muito ruim. Os Leafs converteram apenas 3 gols em 39 powerplays! O time está chegando no gol adversário, porém não tem tido qualidade em seus chutes à gol!! Desta vez Tomas Vokoun é que foi o goleiro da vez, dando segurança ao gol dos Panthers.

Eu não considerava esta uma partida perdida, afinal os Leafs já tiveram um jogo em que marcaram 3 jogos em 7 minutos e, marcar 2 gols em um mesmo período não é nenhum feito heróico. Ontem mesmo o Boston Bruins marcou 5 gols no terceiro período para ganhar a partida contra os Penguins por 7 a 4.

No terceiro período, logo aos 2m44s, Shawn Matthias, aumentou para 3 a 0. Neste período os Leafs foram muito ao ataque, mas nada surtia efeito e, 10 minutos após o 3º gol, Michael Frolik marcou mais um para os Panthers, o segundo gol em powerplay. Somente aos 13m25s os Leafs conseguiram um gol salvador, marcado por Mikhail Grabovsky, cancelando o shutout. E foi isso …

Michael Frolik saiu da partida com 1 gol e 2 assistências e foi o principal jogador.

Os times especiais dos Leafs, para powerplays e penalty killings, nem deveriam ser chamados por este nome, pois não têm nada de especial. Não conseguem marcar gols e também não conseguem evitar que os adversários marquem!!!

Mais uma vez Phil Kessel não conseguiu marcar nada, nem sequer uma assistência e Jonas Gustavsson não conseguiu parar o ataque dos Panthers, apesar de que não foi falha dele em todos os gols.

Nós como torcedores ficamos aqui, suportando a equipe e torcendo, mas com o nível de jogo que os Leafs têm demonstrado, o time está se dirigindo para a ponta da tabela, se a olharmos de cabeça para baixo.

Ou Brian Burke e Ron Wilson tomam alguma atitude que chacoalhe a equipe, ou então que se inicie as trocas para que os Leafs consigam “peças” de reposição que possam gerar mais gols!

Agora só podemos esperar por sábado, quando os Canucks vão à Toronto, e torcer para não ser uma carnificina com os Sedins, Burrows, Luongo e cia. E que os Leafs acordem deste estado de letargia em que se encontram!!!

GOOO Leafs GOOOO sempre …

24/09/2010 – Philadelphia Flyers vs Toronto Maple Leafs (em London, ON)

sábado, 25 setembro 2010 Deixe um comentário

Leafs fans, tivemos ontem o segundo jogo entre Leafs e Flyers. No primeiro, como vocês podem ver aqui, ganhamos nos pênaltis (shootout) na 11ª rodada.

Ontem a história foi diferente. Apesar de começarmos a partida muito bem, e estarmos à frente por 2 a 0 ao final do segundo período, com dois gols vindos da linha formada por Kris Versteeg, Phil Kessel e Tyler Bozak. O primeiro gol foi de Versteeg, com assistência de Bozak e o segundo gol foi do Phil Kessel.

No terceiro período, os Flyers diminuíram para 2 a 1 com Nikolai Zherdev, mas os Leafs voltaram a abrir a diferença para dois gols, com o capitão, Dion Phaneuf.

Com 2 gols de vantagem, parecia que a vitória estava nas mãos azuis e brancas novamente, porém os Flyers empataram com menos de 2 minutos de diferença, com mais um gol de Zherdev e o gol de empate de Daniel Briere.

O jogo foi pra prorrogação. Na prorrogação houve um gol de Phil Kessel, legítimo, porém o árbitro anulou por estar mal posicionado. O jogo prosseguiu sem definição do vencedor.

Nos pênaltis, por ironia do destino, os dois jogadores que abriam o placar pros Leafs, Kris Versteeg e Phil Kessel não conseguiram balançar a rede de Brian Boucher, goleiro dos Flyers e, os Flyers acabaram dando o troco da derrota deles de ontem, no Shootout.

Jean-Sebastien Giguere foi o goleiro dos Leafs na partida e jogou muito bem, defendendo um total de 29 chutes à gol. Infelizmente os Leafs foram derrotados, apesar de sua ótima performance.

Hoje à noite o jogo é contra os Sabres, em Buffalo. Será o quinto jogo em 5 dias … o que deve mostrar que alguns jogadores já devam estar sentindo um certo cansaço …

Amanhã deve ser anunciado o próximo corte, diminuindo o número de jogadores à disposição de Ron Wilson, para formar a equipe que iniciará o campeonato.

GO Leafs GO